Os equipamentos de fiscalização eletrônica recém-instalados em Umuarama, cidade localizada no Noroeste do Paraná, contabilizaram um total de 29,5 mil infrações de trânsito em um intervalo de apenas 27 dias de operação em caráter educativo. O volume representa uma média diária impressionante de 1.092 ocorrências registradas pelas lentes e sensores das câmeras e radares. Apesar do alto índice de desrespeito às normas de circulação, vale destacar que os dispositivos ainda não estão aplicando penalidades financeiras ou gerando multas para os condutores.
De acordo com o levantamento divulgado pela administração municipal, a grande maioria das irregularidades capturadas refere-se a motoristas trafegando em velocidade superior à permitida para a via, além de condutores que avançam o sinal vermelho do semáforo. Os dados estatísticos foram tornados públicos pelo prefeito Fernando Scanavaca durante coletiva realizada para o lançamento do edital de licitação voltado ao transporte coletivo urbano do município.
A gestão municipal reforçou que a implementação do sistema eletrônico de controle tem como foco principal a identificação de comportamentos de risco no trânsito urbano. O objetivo central da iniciativa é mitigar a incidência de colisões e atropelamentos, elevando o patamar de segurança viária para pedestres e motoristas, e não atuar como uma ferramenta de arrecadação de recursos para os cofres públicos.
Impacto dos acidentes na saúde pública e resgate
Durante o anúncio oficial, o chefe do executivo municipal também fez questão de alertar sobre o impacto preocupante que os sinistros de trânsito exercem sobre os serviços de urgência e emergência da região. Os registros apontam que Umuarama contabiliza uma média de 3,5 ocorrências diárias de acidentes que exigem o deslocamento e o atendimento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A alta frequência de ocorrências nas vias gera uma mobilização constante e desgastante não apenas para as equipes do Samu, mas também para o Corpo de Bombeiros, órgãos de segurança pública e a infraestrutura hospitalar local. Em situações de maior gravidade, a exigência de procedimentos cirúrgicos complexos, internações prolongadas e a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) acabam sobrecarregando consideravelmente a rede pública de saúde.
Especialistas em trânsito e autoridades locais pontuam que a alta taxa de ocupação hospitalar decorrente de ocorrências evitáveis no trânsito compromete a capacidade de atendimento da rede municipal, reduzindo a disponibilidade de leitos e recursos para pacientes que necessitam de intervenções médicas devido a outras patologias ou procedimentos cirúrgicos eletivos e de urgência.
Fonte:: bemparana.com.br


