As intervenções estruturais para a implantação de uma plataforma elevada de embarque e desembarque no Terminal Maracanã, situado no município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, continuam avançando em ritmo acelerado. Iniciada há aproximadamente um mês, a obra civil é uma etapa fundamental para viabilizar a extensão do itinerário da Linha 350 – Atuba/Pinheirinho, serviço estratégico que conecta a zona norte à zona sul da capital paranaense.
Com o andamento dos trabalhos, a previsão técnica aponta que a entrega oficial da nova estrutura ocorra em cerca de 90 dias, um prazo significativamente inferior ao estipulado inicialmente no contrato firmado com a empresa executora, que previa o término em até 180 dias. A medida vai alterar diretamente a rotina de milhares de usuários do sistema de transporte coletivo integrado da região.
Atualmente, a linha em questão registra uma média de movimentação de 16 mil passageiros por dia útil. A projeção da gestão de transporte aponta que, com a conclusão das obras e a consequente ampliação do trajeto até Colombo, a demanda atendida salta para 19,2 mil pessoas diariamente nos dias úteis.
No cenário atual, o trajeto total da linha, considerando o sentido de ida e volta, possui uma extensão de 36,181 quilômetros. Com a integração do novo trecho até o terminal colombense, localizado na Avenida Marginal José de Anchieta, haverá um acréscimo de 5,2 quilômetros, fazendo com que a operação atinja a marca de 41,4 quilômetros de extensão total.
Redução no tempo de espera e reforço na frota
Além da extensão geográfica da rota, o projeto de reestruturação do transporte urbano na área prevê impactos diretos na frequência das viagens. A Urbanização de Curitiba (Urbs) planeja injetar um reforço operacional na linha com a inclusão de três novos ônibus articulados, o que ajudará a suprir a demanda acrescida pelo novo trecho.
Como reflexo direto dessa otimização na frota e no planejamento viário, o intervalo médio de espera para os passageiros nos pontos e estações sofrerá uma diminuição, caindo dos atuais 7 minutos para apenas 5 minutos nos horários de maior movimento.
O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, enfatizou que todo o planejamento logístico foi desenhado com foco principal na melhoria do bem-estar e da eficiência diária para os cidadãos que utilizam o sistema integrado de transporte público metropolitano.
“Com a ampliação buscamos oferecer regularidade e mais respeito ao tempo do passageiro e damos mais um passo decisivo no fortalecimento da integração com o município vizinho de Colombo. Estamos ultrapassando limites territoriais para colocar, em primeiro lugar, o que realmente importa: a vida, a rotina e o tempo dos nossos cidadãos”, declarou Ogeny.
Integração regional e impacto demográfico
A Estação-Tubo Atuba, infraestrutura integrada à Linha Verde em Curitiba que serve como ponto estratégico para essa conexão, foi inaugurada no decorrer de 2024. O local opera como um hub fundamental de mobilidade, prestando atendimento direto a moradores de municípios vizinhos como Colombo, Quatro Barras e Campina Grande do Sul, consolidando a malha de transporte da Região Metropolitana.
A Região Metropolitana de Curitiba (RMC), formalmente estabelecida em junho de 1973 por meio de legislação federal complementar, é atualmente a oitava área metropolitana com maior concentração populacional em todo o território nacional, de acordo com os levantamentos oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O conglomerado urbano engloba 29 municípios, incluindo a capital paranaense, reunindo uma população estimada em mais de 3,7 milhões de habitantes.
Além disso, territorialmente, a RMC destaca-se como a segunda maior região metropolitana do país em extensão geográfica, somando uma área de 16.581,21 quilômetros quadrados, ficando atrás apenas de Manaus, no estado do Amazonas.
Para o secretário estadual para o Desenvolvimento da Região Metropolitana, Thiago Bonagura, a concretização de projetos de mobilidade como este reflete diretamente na economia e no cotidiano da população que transita diariamente entre as cidades vizinhas e o centro econômico da capital paranaense.
“Temos que pensar a área metropolitana como uma cidade só, com projetos e ações que beneficiem a todos, fortalecendo o crescimento econômico, a sustentabilidade e a qualidade de vida das pessoas”, pontuou Bonagura, ressaltando o ganho logístico para trabalhadores e estudantes que cruzam os limites municipais todos os dias.
Fonte:: bemparana.com.br


