A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na última sexta-feira (3), uma nova fase de uma operação de grande envergadura voltada ao combate ao tráfico de entorpecentes no município de Toledo, localizado na região Oeste do estado. A ação resultou na prisão de 12 suspeitos de integrarem uma organização criminosa especializada na comercialização ilegal de substâncias proibidas. terceira fase da operação
Para o sucesso da operação, a força de segurança estadual contou com o suporte estratégico e operacional da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Penal do Paraná (PPPR) e da Guarda Municipal, evidenciando uma atuação integrada entre as corporações de segurança pública.
Estratégia de fachada e logística do crime
As investigações conduzidas pelas autoridades policiais revelaram que o grupo criminoso mantinha um alto grau de estruturação. Os suspeitos utilizavam a fachada de um estabelecimento comercial fictício do ramo alimentício, batizado de “Top Lanches”, para camuflar a distribuição de entorpecentes na modalidade de falso delivery.
O esquema contava com motoboys que realizavam as entregas domiciliares, simulando o transporte convencional de refeições para conferir uma aparência de legalidade à atividade ilícita. A principal droga comercializada pelo grupo era a cocaína, devidamente fracionada em embalagens do tipo ziplock para facilitar o consumo e a distribuição rápida.
Mobilização de efetivo e apreensões
Para cumprir as determinações judiciais, a operação mobilizou aproximadamente 100 policiais civis. Foram cumpridos ao todo 26 mandados expedidos pela Justiça, sendo nove de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em diferentes pontos do município.
Além dos alvos previstos inicialmente nos mandados, três indivíduos foram autuados e presos em flagrante delito sob a acusação de armazenamento de entorpecentes. Com eles, as equipes policiais apreenderam significativas porções de cocaína e maconha, cujos materiais já se encontravam preparados e fracionados para a comercialização direta aos usuários.
Estrutura hierárquica da organização
De acordo com o delegado da PCPR, Paulo Ricardo Cutrim, a investigação conseguiu mapear os diferentes papéis exercidos pelos integrantes dentro da facção criminosa. Entre os capturados durante a ofensiva está o indivíduo apontado como gerente operacional e financeiro da quadrilha.
“Ele era responsável por gerenciar a contabilidade, criar fundos falsos para lavar o dinheiro do tráfico e responder diretamente ao líder da organização — que, mesmo preso, continuava comandando o esquema. Também foram capturados integrantes dos núcleos de armazenamento e logística”, pontuou a autoridade policial.
Balanço geral das investigações
Com a efetivação desta terceira fase da operação, o cerco policial contra a organização criminosa acumula marcas expressivas. Até o momento, o trabalho investigativo já resultou no cumprimento de mais de 50 mandados judiciais e na efetivação de mais de 25 prisões preventivas ao longo de todas as etapas do inquérito.
A instituição policial reforça que continuará vigilante e atuante no combate a esquemas criminosos que empregam métodos sofisticados, a exemplo da simulação de comércios legítimos, na tentativa de ludibriar os órgãos de fiscalização e mascarar o tráfico de drogas. As apurações prosseguem com o intuito de identificar e responsabilizar judicialmente todos os demais envolvidos na rede criminosa.
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Fonte:: policiacivil.pr.gov.br




