Paraná lidera abates de frango no Brasil e avança na safra de soja

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Idrparana.pr.gov.br

O setor agropecuário paranaense apresentou números expressivos no primeiro semestre de 2026, consolidando a liderança do estado em importantes segmentos da produção nacional. As informações foram divulgadas pelo Boletim Conjuntural, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).

De acordo com o levantamento, que utiliza dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE, o estado foi responsável pelo abate de 1,1 bilhão de aves entre janeiro e junho deste ano. O volume representa um crescimento de 4,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior, evidenciando o ritmo acelerado da avicultura regional.

Para Marcelo Garrido Moreira, diretor do Deral, os indicadores refletem um momento de forte atividade e dinamismo dentro do campo paranaense. O estado detém atualmente 35% de toda a participação nos abates de aves do país, ficando bem à frente de Santa Catarina, que ocupa a segunda colocação com 13,1%.

Recordes na avicultura e ganho de produtividade

No recorte específico do segundo trimestre de 2026, os abates no Paraná alcançaram a marca de 1,690 bilhão de cabeças, o que representa um acréscimo de 2,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Esse desempenho impulsionou um recorde histórico para o período, alavancado sobretudo pelos resultados obtidos no mês de junho.

Durante o mês de junho, o estado registrou 568,51 milhões de cabeças abatidas, configurando o maior patamar da série histórica para o mês e ficando 8,2% acima do apurado no mesmo mês do ano anterior. O volume também contribuiu de forma decisiva para o recorde nacional, respondendo por cerca de dois terços dos 46,4 milhões de cabeças a mais somados em todo o Brasil no período.

A produção de carne de frango apresentou um avanço ainda mais expressivo. O Paraná produziu 2,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, alta de 8,4% sobre as 2,4 milhões de toneladas contabilizadas no ano passado. Com isso, o território paranaense concentra 36% de toda a carne de frango produzida em solo brasileiro. Especialistas apontam que o crescimento da produção em um ritmo superior ao número de aves abatidas demonstra um ganho relevante no peso médio e no rendimento das carcaças.

No cenário nacional, o abate totalizou 3,3 bilhões de cabeças no semestre, alta de 3,2%, enquanto a produção de carne atingiu 7,473 milhões de toneladas, um incremento de 6%. A Região Sul do país se manteve como o principal polo produtivo, respondendo por 59,7% de todas as aves abatidas no Brasil.

Desempenho sólido na suinocultura

Além da avicultura, a suinocultura paranaense mantém relevância estratégica no mercado nacional, figurando como a segunda maior produtora do país. O estado responde por 21% dos abates de suínos e por 21,3% da produção total de carne suína brasileira.

Os dados do primeiro semestre apontam a marca de 6,5 milhões de cabeças abatidas, o que representa um crescimento de 1,6%. No volume de carne gerada, a produção chegou a 623,6 mil toneladas, alta de 1,8%. Quando somados os resultados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, a Região Sul passa a responder por 66,6% dos abates e 67,2% da carne suína produzida em território nacional.

Avanço no plantio de soja e feijão

No setor de grãos, a safra de verão 2026/2027 caminha dentro da normalidade e com o plantio ligeiramente acima da média histórica recente. A semeadura da soja, principal cultura agrícola do período, já atingiu 36% da área estimada para o estado.

Segundo o Deral, os índices satisfatórios de umidade no solo têm garantido uma germinação uniforme e um desenvolvimento inicial vigoroso das plantas. O panorama geral das lavouras é avaliado como positivo, criando expectativas favoráveis para a consolidação da safra.

No caso do feijão, o plantio da primeira safra superou a metade da projeção estadual, alcançando 52% da área prevista. As lavouras apresentam bom desenvolvimento inicial, com previsão de início da colheita das variedades mais precoces já para o mês de dezembro. No mercado, os preços recebidos pelos produtores em setembro registraram alta de 12% para o feijão carioca e de 8% para o preto, acumulando valorização próxima a 60% nos últimos doze meses. A área projetada para o grão é de 88,3 mil hectares, registrando retração de 14% em relação ao ciclo anterior.

Balanço da produção de pêssego

O boletim conjuntural também destacou os resultados da fruticultura, com foco na cultura do pêssego. No ano de 2025, a atividade ocupou uma área de 659 hectares no estado, gerando uma colheita de 7,1 mil toneladas e alcançando um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 42 milhões.

A cultura está presente em 165 municípios paranaenses, concentrando-se principalmente na Região Metropolitana de Curitiba, que detém 31,7% da área cultivada e 41,1% da produção total. Os municípios de Campo Largo, Lapa e Araucária destacam-se como os principais polos produtores. No aspecto comercial, o pêssego cultivado no Paraná ocupa a segunda posição em oferta nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do estado, respondendo por 27,2% de todo o volume comercializado.

Fonte:: idrparana.pr.gov.br

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