O cenário da educação pública no Brasil passa por uma transformação digital significativa com o avanço do programa Aprender Conectado. A iniciativa governamental, voltada para levar acesso à internet de qualidade para a rede de ensino em todo o território nacional, caminha para encerrar o ano com um total de 40 mil instituições devidamente conectadas à rede mundial de computadores.
De acordo com Flávio Santos, presidente da EACE (Entidade Aferidora e Executiva) responsável pelo Aprender Conectado, o ritmo de instalação alcançou patamares expressivos nos últimos meses. Em declaração concedida à CDTV, o gestor detalhou que o projeto atingiu a marca de 31 mil escolas com acesso ativo no início de outubro. Quanto às unidades restantes para completar a meta anual, o cenário já está assegurado. As nove mil instituições que ainda faltam ser atendidas já possuem contratos firmados, com a infraestrutura e o serviço com a implantação programada para serem concluídos até o mês de dezembro.
Ritmo acelerado de instalações e logística de atendimento
A logística por trás da expansão da banda larga nas escolas brasileiras exige um esforço operacional intenso. Conforme explicou o presidente da EACE, o ritmo de trabalho atual resulta em uma média superior a 100 escolas conectadas a cada dia útil. Trata-se de um volume considerado altamente relevante para uma iniciativa de infraestrutura com alcance nacional e capilaridade tão profunda.
A execução técnica e a contratação dos serviços de conexão contam com a atuação estratégica da Telebras. A estatal é a encarregada por viabilizar a infraestrutura de rede, que mescla tecnologia de fibra óptica e conexões via satélite. Entre as opções utilizadas para alcançar regiões remotas e de difícil acesso estão tanto o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) quanto constelações de satélites de baixa órbita, a exemplo da Starlink.
Cobertura abrangente para toda a comunidade escolar
Um dos pontos centrais destacados pelo executivo durante a entrevista diz respeito à abrangência do sinal dentro das instituições de ensino. Flávio Santos garantiu que a proposta do programa superou o modelo antigo, no qual o acesso à internet ficava restrito exclusivamente aos gabinetes da diretoria e à secretaria administrativa.
“As salas de aula foram contempladas”, pontuou o presidente da entidade, enfatizando que o objetivo principal é inserir a tecnologia diretamente no ambiente pedagógico, permitindo que professores e alunos utilizem as ferramentas digitais como apoio ao processo de aprendizagem.
Perspectivas futuras e sustentabilidade do projeto
Com a meta de 40 mil escolas prestes a ser concretizada no fechamento deste ano, o planejamento para o setor educacional já prevê os próximos passos. Para o ano de 2027, o cronograma estabelece a inclusão de mais 5.700 instituições de ensino no programa de conectividade.
Além da instalação dos equipamentos e do provimento do sinal, o planejamento logístico assegura a continuidade operacional do serviço. O executivo reforçou que todas as escolas que passam a integrar a rede conectada recebem a garantia de 24 meses de suporte técnico contínuo, assegurando que eventuais falhas sejam sanadas rapidamente.
Ao pontuar a relevância da iniciativa para o desenvolvimento a longo prazo do país, Santos ressaltou que a transformação digital na educação pública ultrapassa gestões passageiras. “Escolas conectadas são um projeto de Estado, não de governo”, concluiu. Assista a íntegra da entrevista com o presidente da EACE, Flávio Santos.
Fonte:: convergenciadigital.com.br



