Shein busca avaliação de até 25 bilhões de dólares para sua listagem em Hong Kong

Redação Rádio Plug
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Shein recebeu em julho aval das autoridades chi...

A gigante global do varejo de moda rápida Shein está ajustando suas expectativas para a sua aguardada abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) na bolsa de Hong Kong. A companhia tem como meta alcançar uma avaliação de mercado em torno de US$ 25 bilhões, conforme apurações recentes divulgadas pela Reuters. O lançamento oficial da operação na praça financeira asiática pode ocorrer já na próxima semana.

Informações repassadas por fontes com conhecimento direto sobre o assunto indicam que o patamar de valorização deve se estabelecer próximo aos US$ 25 bilhões. Uma terceira fonte consultada acrescentou que a empresa trabalha com uma faixa estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 28 bilhões, levando em conta as sinalizações de preços apresentadas aos potenciais investidores durante as reuniões preliminares.

Essa nova estimativa financeira reflete uma retração significativa quando comparada aos US$ 98,2 bilhões que foram atribuídos à varejista digital durante uma rodada privada de captação de recursos realizada no ano de 2022. O valor atual também se posiciona abaixo da faixa de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões que a administração da empresa buscava atingir no início de agosto, período em que intensificou os encontros com o mercado financeiro.

Nos planos traçados para a oferta pública, a Shein projeta a comercialização de até 8% de suas ações totais. Caso a avaliação de mercado se confirme no patamar de US$ 25 bilhões, a transação financeira tem o potencial de movimentar cerca de US$ 2 bilhões. A companhia, que mantém sua sede estabelecida em Singapura, optou por não emitir comentários imediatos quando questionada pelas agências de notícias sobre os detalhes da operação.

Desafios de mercado e retração financeira recente

O recuo na projeção de valor de mercado da empresa ocorre em meio a um ambiente macroeconômico desafiador, marcado por um ritmo de crescimento menos acelerado, elevação nos custos operacionais e logísticos, maior escrutínio regulatório e uma concorrência cada vez mais acirrada entre os grandes players globais do comércio eletrônico.

Os documentos financeiros revelam que, no primeiro trimestre de 2026, a Shein reportou um prejuízo de US$ 99 milhões. O resultado negativo foi fortemente influenciado por uma desaceleração no volume de vendas, impulsionada pelo fim de uma isenção tarifária nos Estados Unidos que beneficiava pacotes de pequeno valor — o chamado modelo de remessas de pequeno porte. Além disso, um encargo contábil de caráter extraordinário também exerceu pressão sobre o balanço da companhia no período.

Investidores que participaram dos encontros de apresentação do IPO ou que realizaram análises minuciosas sobre os demonstrativos financeiros recentes relataram ceticismo quanto à capacidade da varejista de retomar os patamares de expansão acelerada que justificaram a avaliação bilionária obtida em 2022. Analistas apontam que uma cotação inicial mais baixa na bolsa também poderá trazer consequências contratuais, possivelmente obrigando a Shein a ceder lotes de ações suplementares a determinados investidores que aportaram recursos na empresa em fases anteriores à listagem pública, respeitando as cláusulas previstas no prospecto de abertura.

O aval regulatório de Pequim e o histórico de tentativas

O processo para a listagem em solo asiático avançou de maneira definitiva quando a Shein recebeu em julho a aprovação oficial por parte da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China. O sinal verde governamental permitiu que a empresa seguisse com os trâmites para emitir até 341,6 milhões de ações ordinárias na praça de Hong Kong.

A decisão de focar esforços em Hong Kong ganhou tração após as tentativas anteriores da companhia de realizar sua abertura de capital em mercados ocidentais não prosperarem. O plano inicial de listar os papéis nos Estados Unidos, desenhado em 2023, encontrou barreiras políticas e regulatórias. Posteriormente, uma alternativa de IPO na bolsa de Londres, cogitada para 2025, também acabou não avançando. Atualmente, a rede de comércio eletrônico comercializa seus produtos de moda e estilo de vida para consumidores em aproximadamente 160 países ao redor do globo.

Fonte:: poder360.com.br

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