Sob alerta da ONU, Trump renova ameaças à infraestrutura energética do Irã

Redação Rádio Plug
Trump participa de um briefing à mídia para mar...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou suas ameaças contra o Irã, com foco especial na infraestrutura energética do país, enquanto destacou que os iranianos estão buscando participar ativamente de negociações. Essa postura faz parte de um cenário crescente de tensão no Oriente Médio.

Até o momento, Trump manteve o ultimato dado aos iranianos: eles têm até às 21h desta terça-feira (7), horário de Brasília, para aceitar um acordo, caso contrário, os Estados Unidos podem atacar usinas de energia e pontes no Irã. “O país inteiro pode ser destruído em uma noite. E essa noite pode ser a de amanhã,” afirmou ele durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reiterou que uma ofensiva contra o Irã seria devastadora. “O Irã tem uma escolha. Selecione com sabedoria, porque esse presidente não brinca,” alertou Hegseth, intensificando ainda mais o clima de insegurança.

Esses ataques potenciais seriam considerados uma violação do direito internacional e da Convenção de Genebra, conforme destacou a Organização das Nações Unidas (ONU). O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, expressou preocupação com as ameaças feitas pelos EUA. Ele declarou: “Estamos alarmados com a retórica que sugere ataques em usinas de energia e outras infraestruturas caso o Irã não concorde com um acordo.”

Dujarric acrescentou que qualquer ataque à infraestrutura civil constituiu uma violação clara do direito internacional. O Artigo 56 do protocolo adicional da convenção da ONU especifica que instalações como barragens e centrais nucleares não devem ser alvos se isso resultar em perdas significativas para a população civil.

Apesar das implicações legais de suas ameaças, Trump parece não se importar e opta por se concentrar nas consequências que considera favoráveis à política americana no conflito. Ele reiterou a ideia de que os Estados Unidos já teriam conseguido uma “mudança de regime” no Irã, revelando que possui um plano para o país, mas se esquivando de detalhes. “Tenho o melhor plano de todos, mas não vou contar pra vocês qual ele é,” declarou, em tom irônico.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que não negociará sob ameaças, prometendo retaliar as ações dos Estados Unidos. “Negociações não envolvem, de jeito nenhum, um ultimato, uma pressão ou uma ameaça de cometer crimes de guerra. A República Islâmica do Irã não esqueceu as experiências amargas de negociações com os EUA,” afirmou o porta-voz Esmaeil Baghaei.

Além disso, os governos dos Estados Unidos e Irã rejeitaram, na segunda-feira (6), uma proposta de cessar-fogo temporário, sugerida por uma coalizão de países liderada pelo Paquistão. O Irã, ao negar a proposta, afirmou que aceitaria um fim permanente dos combates somente sob suas condições, que incluem um orçamento destinado à reconstrução do país e protocolos para a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, além de garantias contra novos ataques.

No cenário atual, os ataques dos Estados Unidos e de Israel continuam a atingir território iraniano. Recentemente, um bombardeio resultou na morte de Seyed Majid Khademi, chefe da inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, que havia assumido o cargo no ano anterior após a morte de seu antecessor em ataques israelenses. Israel também atacou um complexo petroquímico, alegando que a ofensiva “destruiu” a infraestrutura da instalação. Em retaliação, Teerã lançou ataques a países vizinhos, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita.

* com informações da Reuters

Fonte:: cnnbrasil.com.br

Advertisements
Compartilhe este artigo