Rainha da cetamina é condenada a 15 anos de prisão por morte de Matthew Perry

Redação Rádio Plug
Foto: Divulgação / Foto: Jornal Portal do Paraná

Uma traficante conhecida como “A rainha da cetamina”, que forneceu a dose letal que resultou na morte do ator Matthew Perry, famoso pela série “Friends”, foi sentenciada a 15 anos de prisão por um tribunal na Califórnia nesta quarta-feira (8).

Jasveen Sangha, de 42 anos, está sob custódia federal desde 2024 e se declarou culpada no ano anterior de múltiplas acusações, incluindo a de distribuição de cetamina que resultou em morte ou graves lesões corporais.

Sangha, que possui cidadania americana e britânica, é uma das cinco pessoas condenadas pela morte do icônico ator, que enfrentou longos anos de batalha contra a dependência química.

Perry foi encontrado sem vida aos 54 anos, na jacuzzi de sua residência em Los Angeles, em outubro de 2023. A autópsia revelou a presença de altos níveis de cetamina em seu organismo.

A sua morte causou profunda comoção entre os admiradores de “Friends” e deu início a uma investigação policial que desmantelou uma rede de fornecedores e cúmplices, incluindo médicos que se beneficiavam da dependência de Perry, que era um de seus pacientes.

O doutor Salvador Plasencia, que assumiu quatro acusações de distribuição de cetamina nas semanas que antecederam a morte de Perry, recebeu uma sentença de 30 meses de prisão no ano passado.

Outro médico envolvido, Mark Chavez, foi condenado a cumprir prisão domiciliar e a realizar dezenas de horas de trabalho comunitário. Ambos decidiram entregar suas licenças para exercer a medicina.

Plasencia comprava a cetamina de Chavez e a revendia ao ator por preços elevados. Em uma mensagem de texto revelada durante o julgamento, Plasencia se questionou: “Eu me pergunto quanto esse imbecil vai pagar”.

Os promotores afirmaram que Perry desembolsava mais de 2.000 dólares (aproximadamente R$ 10.000, em valores atuais) por um frasco de cetamina, que custava apenas uma fração desse valor para seus traficantes. Sangha colaborou com um intermediário, Erik Fleming, para vender 51 frascos de cetamina ao assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwamasa.

Iwamasa administrou a substância ao ator em diversas ocasiões, incluindo no dia 28 de outubro de 2023, quando injetou no artista ao menos três doses da cetamina fornecida por Sangha, o que culminou em sua morte.

Ao tomar conhecimento da morte repentina de Perry, Sangha tentou apagar qualquer vestígio de sua ligação com o caso. Em um pedido a Fleming, ela disse: “Apague todas as nossas mensagens”.

Durante a busca em sua residência em North Hollywood, os investigadores encontraram metanfetaminas, cetamina, ecstasy, cocaína e relaxantes musculares, além de uma máquina de contar dinheiro, uma balança e equipamentos para detectar redes sem fio e câmeras escondidas.

Iwamasa e Fleming ainda aguardam suas sentenças.

Dependência química e suas consequências

Sangha reconheceu a culpa em uma acusação por manter um local relacionado a drogas, além de três acusações por distribuição de cetamina e uma por distribuição de cetamina que resultou em morte ou lesões corporais graves. Ela também admitiu ter vendido quatro frascos de cetamina a um homem chamado Cody McLaury, de 33 anos, em agosto de 2019.

McLaury faleceu devido a uma overdose poucas horas após a compra. No decorrer da audiência, o advogado de Sangha, Mark Geragos, argumentou que sua cliente não tinha relação pessoal com Perry.

Na realidade, o ator utilizava a cetamina como parte de um tratamento supervisionado para depressão. No entanto, os promotores sustentam que ele desenvolveu uma dependência da substância, que também possui propriedades psicodélicas.

A série “Friends”, que foi ao ar entre 1994 e 2004 e retratou a vida de seis amigos em Nova York, obteve uma audiência massiva. O papel de Perry como o sarcástico e ingênuo Chandler trouxe grande fortuna ao ator. Contudo, ele lutava internamente contra dependências de álcool e analgésicos.

Em 2018, ele necessitou de várias cirurgias após sofrer uma perfuração no cólon relacionada ao uso de substâncias. Em sua autobiografia, intitulada “Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível”, Perry mencionou ter passado por tratamentos de desintoxicação dezenas de vezes. “Tenho me mantido majoritariamente sóbrio desde 2001”, escreveu ele. “Exceto por cerca de sessenta ou setenta recaídas”, acrescentou.

*AFP

Fonte:: jornalportaldoparana.com.br

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