A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na noite de quarta-feira (24). Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e tiveram epicentro próximo à cidade de Morón, no estado de Carabobo, na região norte do país.
Segundo informações atualizadas nesta quinta-feira (25), pelo menos 188 pessoas morreram e mais de 1.500 ficaram feridas. Equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros, e as autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas.
O tremor também foi sentido fora da Venezuela. Segundo a Reuters, moradores da Colômbia relataram ter sentido os tremores, e algumas pessoas chegaram a deixar prédios em Bogotá por precaução.
Estado de emergência
O governo venezuelano decretou estado de emergência nacional para agilizar os trabalhos de resgate e a chegada de ajuda humanitária. Países como Brasil, Estados Unidos, Espanha, França e organismos internacionais já ofereceram apoio às operações de socorro.
Após os terremotos principais, diversos tremores secundários foram registrados. Especialistas alertam para a possibilidade de novas réplicas nos próximos dias e recomendam que a população evite retornar a edifícios danificados até que sejam realizadas avaliações estruturais. As autoridades seguem monitorando a atividade sísmica e reforçam a importância de seguir as orientações dos órgãos de emergência para garantir a segurança da população.
De acordo com registros históricos e análises sísmicas, o terremoto de magnitude 7,5 é considerado o mais forte a atingir a Venezuela em mais de 100 anos, tornando o desastre um marco na história do país.
Resumo dos números atualizados (25/06/2026):
- Magnitudes: 7,2 e 7,5
- Epicentro: região de Morón, estado de Carabobo
- Mortos confirmados: pelo menos 188
- Feridos: mais de 1.500
- Centenas de pessoas seguem desaparecidas
- Estado de emergência decretado em todo o país
Segundo estudos realizados por especialistas em geologia e sismologia, a intensa atividade sísmica registrada na Venezuela está diretamente relacionada à interação entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul. Pesquisas conduzidas por cientistas da Universidade Simón Bolívar, em Caracas, analisaram milhares de abalos sísmicos ocorridos ao longo de 15 anos e identificaram que o território venezuelano está localizado em uma região de constante movimentação geológica, o que favorece a ocorrência de terremotos de diferentes intensidades.




