O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira, 19, o início de uma nova e abrangente ofensiva voltada para estrangular a economia do Irã. Na ocasião, o líder norte-americano fez duras advertências, prometendo punições severas e de grande escala a qualquer nação que mantenha relações comerciais ou preste qualquer tipo de assistência à República Islâmica.
Por meio de sua plataforma digital, o mandatário detalhou a magnitude das medidas que pretende implementar contra o governo iraniano. “Hoje, estou anunciando a operação econômica mais devastadora já realizada contra qualquer país! Será uma guerra econômica e um isolamento em escala sem precedentes”, escreveu Trump na rede social Truth Social.
A retórica do presidente foi acompanhada de um alerta direto a governos estrangeiros e ao setor privado internacional. “Também estou anunciando que qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio vital ao Irã enfrentará, por sua vez, consequências econômicas”, completou.
Justificando a escalada das medidas punitivas, o líder republicano argumentou que Teerã desperdiçou oportunidades diplomáticas oferecidas por Washington. Segundo ele, “ninguém deu ao Irã uma oportunidade maior de chegar a um acordo que eu”, pontuando que as autoridades iranianas “não conseguiram aproveitá-la”.
Tensões na região do Golfo e ameaças cruzadas
A movimentação econômica de Washington ocorre em um cenário de forte volatilidade geopolítica e militar no Oriente Médio. Horas antes do pronunciamento de Trump, o Irã emitiu ameaças direcionadas aos países do Golfo Pérsico, alertando contra qualquer tentativa de apoio ou facilitação logística a operações militares conduzidas pelos Estados Unidos na região.
Conforme declarações do chefe das Forças Armadas iranianas, major-general Ali Abdollahi, qualquer cooperação ou suporte logístico prestado por nações vizinhas será interpretado por Teerã como participação direta nas ações hostis americanas contra o território iraniano.
Além das advertências aos vizinhos do Golfo, informações de bastidores apontam que o governo iraniano avalia medidas drásticas caso o conflito continue a se intensificar. O Irã cogita ainda atacar alvos na Europa se Trump escalar a guerra, de acordo com fontes ligadas ao alto escalão do regime ouvidas pelo jornal financeiro Financial Times. Os relatos indicam que o planejamento militar iraniano inclui a possibilidade de atingir infraestruturas e localidades situadas no sudeste europeu.
Contexto do conflito armado
As hostilidades atuais tiveram início em 28 de fevereiro, marcadas por uma ofensiva coordenada de bombardeios executada conjuntamente por forças de Israel e dos Estados Unidos contra alvos no território iraniano. Em retaliação aos ataques, Teerã desferiu investidas militares contra nações do Golfo Pérsico que mantêm aliança com Washington e abrigam bases militares norte-americanas em seus territórios.
Fonte:: estadao.com.br




