Trump decide isentar Rússia de tarifas energéticas aprovadas pelo Congresso

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Redação

Decisão de Donald Trump surpreende Washington e altera rumo da política externa

O cenário geopolítico internacional sofreu uma reviravolta significativa nesta sexta-feira, 16, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva determinando a isenção da Rússia em relação a novas sanções e tarifas voltadas ao setor energético. A medida foi tomada poucas horas depois de o Congresso norte-americano aprovar o pacote restritivo por 262 votos favoráveis e 159 contrários, demonstrando um racha entre o Poder Legislativo e a Casa Blanca sobre a condução das relações com Moscou.

O recuo estratégico do mandatário americano ocorreu após a formalização de entendimentos diplomáticos diretos com o presidente russo, Vladimir Putin. Pelo pacto firmado entre as duas potências, o governo da Rússia comprometeu-se a abastecer os mercados internos dos Estados Unidos e o mercado internacional com óleo diesel. Em contrapartida, Washington concedeu o alívio nas sanções que estavam prestes a entrar em vigor.

O impacto da legislação e o acordo sobre o diesel

A iniciativa legislativa que motivou o embate é oficialmente conhecida como “Lei Lindsey Graham”, batizada em homenagem ao senador que liderou a articulação do projeto. O texto normativo conferia ao chefe do Executivo ferramentas duras, incluindo a prerrogativa de aplicar taxas de até 100% sobre nações e entidades que atuassem como principais compradoras de gás natural e petróleo procedentes do território russo.

Na ordem executiva formalizada no final da semana, o presidente justificou a suspensão das penalidades amparando-se em prerrogativas legais. “Conforme descrito na seção 4 desta ordem, torno sem efeito a aplicação de tais sanções, restrições e tarifas previstas na Lei Graham”, destacou o documento assinado por Trump.

Originalmente, o arcabouço legal aprovado pelos parlamentares tinha como foco principal o alto escalão do governo russo, incluindo o próprio presidente Vladimir Putin e ministros de Estado. Além disso, o pacote mirava diretamente os pilares econômicos da Rússia — com destaque para os setores de energia e defesa —, bem como a chamada “frota fantasma” de petroleiros, um esquema logístico utilizado por Moscou para burlar os embargos comerciais impostos por potências ocidentais.

Repercussão negativa em Kiev e escalada no leste europeu

A aproximação comercial e o acordo firmado em torno do fornecimento de diesel geraram forte desgaste diplomático entre os governos de Washington e da Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, manifestou pública e severamente sua oposição ao entendimento, classificando-o como um retrocesso na pressão internacional contra o Kremlin.

A tensão geopolítica decorrente do pacto americano-russo coincidiu com uma retaliação prática no campo de batalha. Na sequência do anúncio, forças militares da Ucrânia intensificaram e retomaram uma série de operações de combate, direcionando ataques aéreos e terrestres contra refinarias de petróleo localizadas em território russo, evidenciando que o conflito regional permanece em um patamar de alta volatilidade.

Fonte:: estadao.com.br

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