O vereador Gilmar Lisboa foi expulso do Partido dos Trabalhadores (PT) neste sábado, após decisão da Executiva Estadual da legenda no Paraná. A medida ocorre em meio às investigações do Ministério Público do Paraná (MPPR), que acusa o parlamentar de estupro de vulnerável e importunação sexual.
A decisão foi tomada dois dias depois de o partido suspender os direitos partidários de Lisboa, em 5 de março, quando se iniciou o processo disciplinar interno. Segundo nota oficial, a expulsão foi considerada necessária para preservar a imagem da sigla diante da gravidade das acusações.
Denúncia
O Ministério Público apresentou denúncia contra o vereador com base em relatos de sua enteada, acompanhada por representante do Conselho Tutelar. De acordo com a acusação, Lisboa teria praticado atos de importunação sexual e estupro de vulnerável. O processo já está em fase avançada e o parlamentar deve ser ouvido em audiência ainda neste mês.
Defesa
Lisboa nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. Em nota, relacionou o caso ao processo de cassação do prefeito Gustavo Botogoski (PL), alegando que sua expulsão do PT é precipitada e que confia na Justiça para provar sua inocência.
Impacto político
A saída de Gilmar Lisboa fragiliza a presença do PT na Câmara Municipal de Araucária, onde o partido já contava com representação reduzida. O episódio também repercute na imagem estadual da legenda, em um momento de reorganização para as eleições municipais de 2026.


