Em resposta às declarações de Trump, Irã ameaça retaliações a portos do Golfo Pérsico e Mar de Omã

Redação Rádio Plug
Foto: © Reuters/Stringer/Proibida reprodução

As Forças Armadas da República Islâmica do Irã emitiram um aviso de que retaliarão contra portos situados no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso considerem que a segurança de suas instalações portuárias esteja ameaçada. A declaração foi proferida na última segunda-feira (13) e divulgada pela mídia estatal do país.

Em um comunicado do Quartel-General Central do Khatam al-Anbiya, os militares iranianos afirmaram: “Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nas águas do Golfo Pérsico e do Mar de Omã estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará seguro”. A retórica sugere um aumento nas tensões geopolíticas na região, particularmente em relação às ações dos Estados Unidos.

O exército do Irã complementou sua advertência, afirmando que “a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém”, e condenou o bloqueio naval que foi recentemente anunciado por autoridades americanas, caracterizando-o como um “ato ilegal e um sinal de pirataria”.

Essa escalada de tensões ocorreu após as negociações sem sucesso em Islamabad, Paquistão, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a passagem de embarcações no Estreito de Ormuz seria bloqueada. O anúncio foi visto como uma resposta a preocupações em relação à segurança regional e ao controle do comércio de petróleo, um recurso vital cuja passagem é crítica para a economia global.

“O bloqueio será aplicado de forma imparcial contra embarcações de todas as nações que entram ou saem dos portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, afirmou o Comando Central dos EUA em um comunicado. Os militares dos EUA também mencionaram que permitirão a passagem apenas para embarcações que se dirijam a portos não iranianos.

O anúncio do bloqueio naval resultou em um aumento nos preços do petróleo, com o barril do tipo Brent superando a barreira dos 100 dólares, marcando uma alta de aproximadamente 6,5%. Antes do início dos conflitos, cerca de 20 milhões de barris de petróleo eram transportados diariamente pelo Estreito de Ormuz, que é considerado uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo e gás.

Tensões no Estreito de Ormuz

A comunicação do Irã também destacou que embarcações associadas a “inimigos” não teriam permissão para navegar pelo Estreito de Ormuz. O país reafirmou a implementação de um mecanismo permanente de controle na região, indicando que qualquer navegação estaria sujeita às regulamentações das Forças Armadas da República Islâmica do Irã.

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã mencionou que a vigilância sobre o Estreito continua. “Todos os trâmites e não trâmites estão sob controle total das forças armadas. Qualquer movimento inadequado poderá prender o inimigo nos vórtices mortais do Estreito”, advertiram as autoridades militares iranianas, reforçando a determinação do país em proteger suas águas territoriais e suas operações comerciais.

Conforme as tensões aumentam, observadores internacionais continuam a monitorar a situação de perto, uma vez que qualquer conflito na região do Golfo Pérsico pode ter consequências significativas para o mercado de petróleo e para a segurança marítima no mundo.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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