Moraes abre ação contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia a Lula

Redação Rádio Plug
Foto: © Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por supostamente ter caluniado o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O caso teve início a partir de uma publicação feita por Flávio em sua conta na rede social X, no dia 3 de janeiro, onde ele atribui ao presidente Lula a prática de diversos crimes. No post, Flávio afirmou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.

A postagem também continha uma imagem da prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, ao lado de uma reprodução de uma reportagem com a imagem de Lula, que tinha a manchete: “Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”.

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A solicitação para abertura do inquérito foi realizada pela Polícia Federal (PF), com a concordância da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seu parecer, a PGR destacou que a medida “está amparada em uma publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República”.

Com a decisão, a Polícia Federal dispõe de um prazo inicial de 60 dias para concluir as investigações. Além disso, Moraes determinou o levantamento do sigilo do processo, afirmando que “não se encontram presentes os elementos excepcionais que permitem o afastamento da ampla publicidade”, de acordo com o que foi registrado na breve decisão de três páginas do ministro.

A abertura deste inquérito contra Flávio Bolsonaro acontece em um momento crucial, em que as candidaturas à Presidência estão sendo definidas para as eleições previstas para outubro. O senador foi escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, como o representante da família na disputa presidencial.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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