O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, anunciou nesta quarta-feira que as projeções do governo em relação à trajetória da dívida bruta do governo geral (DBGG) mostraram uma melhora significativa, impulsionada pela expectativa de superávits primários de 1,50% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2030.
Atualmente, as estimativas indicam que a DBGG, como proporção do PIB, deve aumentar de 83,6% em 2026 para 87,8% ao final de 2029. No entanto, a partir desse ponto, a dívida deverá começar a declinar, atingindo 83,4% do PIB em 2036. Essa mudança nas projeções é notável, visto que anteriormente se esperava um pico da dívida cerca de cinco pontos porcentuais maior em 2035, conforme destacou o secretário.
“Estamos vendo uma evolução relevante, resultado de uma melhora no saldo primário a médio prazo, que deve passar de 1,25% para 1,50% do PIB”, afirmou Ceron durante uma coletiva de imprensa para discutir o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027, cuja íntegra ainda não foi divulgada.
O secretário ressaltou que, caso o Brasil mantenha um crescimento de 0,25 ponto porcentual ao ano nos resultados primários, conseguindo alcançar o superávit de 1,50% do PIB até 2030, o país poderia atingir o equilíbrio fiscal desejado.
Fonte:: infomoney.com.br


