Paraná amplia capacidade de coleta de perfis genéticos em pessoas privadas de liberdade

Redação Rádio Plug
Foto: Divulgação / Seguranca.pr.gov.br

A coleta de material genético é um progresso significativo para a segurança pública, pois possibilita a identificação de suspeitos, a localização de pessoas desaparecidas, a conexão entre crimes e a elucidação de investigações antigas. Com o intuito de expandir essa prática em todo o Estado, a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR) finalizaram, nesta semana, um curso de capacitação destinado à formação de 50 policiais especializados na coleta de material genético de pessoas que se encontram privadas de liberdade. A meta é preparar os servidores para atuarem como multiplicadores do conhecimento nos estabelecimentos prisionais.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Saulo Sanson, ressaltou que “a iniciativa expressa o alinhamento entre as forças de segurança e o comprometimento do Estado em aprimorar os processos relacionados à política penal. Estruturar a coleta de perfis genéticos de maneira contínua e qualificada nos permite avançar na integração das informações e fortalecer a capacidade investigativa, com rigor técnico e em total conformidade com a legislação”.

Com o suporte da legislação em vigor, a Polícia Penal assumirá a responsabilidade direta pela coleta do material genético, enquanto a inclusão dos perfis genéticos no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) continuará a ser realizada pela Polícia Científica.

“A coleta de material genético nas instituições prisionais e sua inserção no Banco Nacional é uma ferramenta fundamental para a Segurança Pública e o sistema de justiça criminal. Esse processo representa um avanço na gestão prisional e na colaboração integrada com outras forças de segurança. É um investimento direto na resolução de crimes, na prevenção da reincidência e na credibilidade da nossa instituição”, afirmou a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre.

O diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta, enfatizou a relevância da capacitação para o fortalecimento do trabalho integrado entre as forças de segurança no Paraná. “Enquanto a Polícia Penal assume essa nova função, a Polícia Científica continuará a oferecer suporte técnico, padronização de procedimentos e assegurar a qualidade dos perfis genéticos coletados. Essa colaboração robusta fortalece o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) e contribui de maneira decisiva para a segurança pública do Estado”, declarou.

A capacitação foi realizada em duas etapas, reunindo servidores das duas instituições e formando 27 policiais da PPPR e 23 da PCIPR. As atividades tiveram início na quarta-feira (15), na sede da PCIPR no Tarumã, em Curitiba, com aulas teóricas sobre os métodos de coleta de perfis genéticos e o uso de leitores biométricos. Na quinta-feira (16), a capacitação continuou com uma sessão prática na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), localizada em Piraquara.

Na PPPR, o trabalho é coordenado pela Divisão de Saúde, que faz parte da Diretoria de Tratamento Penal. Essa divisão é responsável por estruturar os fluxos de trabalho e garantir que a coleta de material genético ocorra com rigor técnico, padronização e eficiência em todas as unidades do sistema prisional.

Fonte:: seguranca.pr.gov.br

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