No Dia dos Povos Indígenas, celebrado neste domingo, 19 de abril, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), reafirma seu compromisso com o bem-estar dos povos originários. As ações são voltadas para oferecer suporte especializado e proteção a essa população, que, segundo dados do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI/SESAI/MS), soma aproximadamente 28 mil indígenas em 2026, destacando-se as etnias Guarani e Kaingang. Desses, 20.375 vivem em 69 aldeias distribuídas em 31 municípios paranaenses.
O Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul (DSEI LSUL) é a entidade encarregada de planejar e executar as ações de atenção primária à saúde nas aldeias do Paraná.
Esse modelo de assistência é desenvolvido de maneira tripartite. Enquanto a responsabilidade pela Atenção Primária nas aldeias cabe ao Ministério da Saúde, através da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), os serviços de média e alta complexidade são coordenados em conjunto pelo DSEI Litoral Sul, o Estado e os municípios envolvidos.
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A organização segue a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) e o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), assegurando que as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) atuem diretamente nos territórios, enquanto a Secretaria da Saúde do Paraná oferece o suporte necessário.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, enfatiza que as diretrizes implementadas buscam tornar o sistema de saúde mais inclusivo. “A saúde indígena no Paraná é resultado de uma articulação técnica exemplar. Ao estratificarmos gestantes e crianças indígenas em risco intermediário, estamos encurtando as distâncias e garantindo mais acesso a especialistas. O Estado atua com inteligência e sensibilidade para assegurar o direito à saúde, respeitando as particularidades sociais e geográficas das nossas 69 aldeias”, destaca o secretário.
Para garantir que essa engrenagem funcione de forma eficaz, a Sesa aposta na transversalidade das políticas públicas, integrando diferentes setores da saúde para atender às demandas específicas dos povos originários. Essa colaboração permite ao Estado ir além do suporte logístico, estabelecendo diretrizes clínicas que priorizam o atendimento indígena em toda a Rede de Atenção à Saúde (RAS).
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LINHAS DE ATENÇÃO
Na Linha de Atenção Materno Infantil, há um cuidado especial para que tanto gestantes quanto crianças indígenas sejam classificadas como em risco intermediário. Essa estratégia visa acelerar o acesso a exames e consultas especializadas, reduzindo os impactos das vulnerabilidades sociais e educativas na qualidade do atendimento prestado.
Na área de Saúde Mental, o Estado utiliza o Instrumento de Estratificação de Risco para aprimorar a coordenação do cuidado entre a Atenção Primária e a rede especializada. Essa ferramenta reconhece a população indígena como um grupo de “condições especiais”, ampliando a visão técnica e facilitando o dimensionamento da demanda nas comunidades. Com isso, é possível estabelecer uma articulação mais eficiente entre as equipes de saúde do Estado, dos municípios e da Saúde indígena.
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MULHERES DO RIO DAS COBRAS
Um exemplo desse esforço colaborativo é a ação voltada para as mulheres da Aldeia Rio das Cobras, a maior terra indígena do Estado, localizada entre Nova Laranjeiras e Espigão Alto do Iguaçu, na região Centro-Sul. Para atender esta comunidade, que é composta por etnias Guarani e Kaingang, a Carreta Saúde da Mulher, uma unidade móvel da Sesa, percorreu o Paraná visando descentralizar o acesso a exames diagnósticos e preventivos. Em sua passagem por Nova Laranjeiras, a mobilização possibilitou que as mulheres da aldeia realizassem 40 mamografias, 31 ultrassonografias e exames de Papanicolau, além de receberem orientações sobre autocuidado.
IMUNIZAÇÃO NAS ALDEIAS
O apoio logístico e técnico do Estado também se reflete nos índices de vacinação entre os povos indígenas. Com o início da estratégia de vacinação em março de 2026, o Paraná já havia administrado mais de 3.100 doses da vacina contra influenza nesses grupos. Essa ação dá continuidade ao robusto trabalho realizado em 2025, quando foram aplicadas mais de 13.800 doses.
Fonte:: parana.pr.gov.br


