O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), foi divulgado nesta quarta-feira (03) e traz informações relevantes sobre o incremento nas exportações da carne de peru, além de previsões otimistas para a safra de amendoim no Brasil.
De acordo com o Deral, o mercado de carne de peru teve um crescimento significativo no primeiro quadrimestre de 2026, com o Brasil exportando 22,3 mil toneladas da proteína, resultando em uma receita cambial de US$ 90,8 milhões. O Paraná ocupa uma posição de destaque, figurando como o terceiro maior exportador nacional ao enviar 4.739 toneladas, o que gerou uma receita de US$ 22,6 milhões.
Em comparação ao ano anterior, o Paraná, além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, apresentou um aumento nas exportações de carne de peru em toneladas: Paraná (6,9%), Santa Catarina (38,4%) e Rio Grande do Sul (21,2%). O preço médio da carne de peru “in natura” chegou a US$ 4.059,03 por tonelada, um aumento significativo de 77,6% em relação ao valor médio de US$ 2.285,33 por tonelada registrado no mesmo período do ano passado.
Os principais mercados que recebem as exportações brasileiras de carne de peru incluem o México, Chile, África do Sul, Países Baixos, Peru, Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas.
Expectativas para a safra de amendoim
No que diz respeito ao amendoim, que é muito consumido durante as festas juninas, o Paraná tem previsão de alcançar números eletrizantes com a safra 2025/26. O Deral estima que a produção total do Brasil pode chegar a 1,2 milhão de toneladas, com o Paraná contribuindo com aproximadamente 5,6 mil toneladas. A região de Paranavaí é a principal produtora do estado, respondendo por mais de 50% do volume total.
“Se a produção brasileira se confirmar, teremos um recorde histórico, superando o recorde anterior da safra passada. No Paraná, as atividades agrícolas estão em andamento, especialmente na região de Umuarama, que representa 23% da área cultivada no estado. Outras áreas também estão envolvidas na produção em vários municípios paranaenses”, afirma Edmar Gervásio, analista do Deral.
Até a década de 1970, a maior parte da produção de amendoim no Brasil era destinada à produção de óleo vegetal para consumo doméstico. Contudo, com a expansão da produção de soja e sua competitividade econômica, o amendoim gradualmente perdeu espaço como matéria-prima nesta indústria. O óleo de soja passou a predominar no mercado nacional, mas essa mudança abriu novas oportunidades para o amendoim, que começou a buscar outros nichos de mercado.
Perspectivas para o milho segunda safra
Em relação ao milho da segunda safra, a análise do Deral revela uma situação de estabilidade. A área plantada permanece em 2,9 milhões de hectares para o ciclo 2025/26. Dentro do total das lavouras cultivadas no Paraná, 79% estão em boas condições, 14% apresentam situação mediana e apenas 7% são consideradas ruins. Apesar dos dias nublados e das temperaturas mais baixas, que requerem cautela em relação ao potencial produtivo, a previsão de um período sem geadas nos próximos 14 dias gera um clima de otimismo entre os produtores.
Fonte:: idrparana.pr.gov.br




