Universidades estaduais no Paraná fortalecem a toxicologia com ensino e assistência

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Seti.pr.gov.br

O estado do Paraná, por meio dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), oferece um serviço de atendimento 24 horas, focado em orientar e auxiliar casos de intoxicação resultantes de medicamentos, substâncias químicas e animais perigosos da fauna local. Instituições de ensino superior como as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e do Oeste (Unioeste) integram esses centros, proporcionando um campo de formação prática para estudantes da graduação e pós-graduação na área de saúde.

O Ciatox é um serviço especializado que não só atende hospitais que fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS), mas também a população em geral. Eles desempenham um papel essencial na fiscalização de ocorrências, registrando notificações sobre intoxicações. A produção de conhecimento científico e a publicação de artigos em periódicos de renome internacional são algumas das atividades acadêmicas que sustentam a atuação dos centros e contribuem para a atualização dos protocolos do SUS. Além disso, as práticas realizadas nos centros são integradas a programas de residência, como a Multiprofissional em Urgência e Emergência e a de Enfermagem.

Recentemente, os estudos gerados pela UEL chamaram atenção, com uma pesquisa que correlaciona a administração tardia de antídotos em picadas de serpentes comuns no Paraná ao aumento do risco de complicações renais. A pesquisa foi conduzida pela aluna Rafaele Maria Tirolla, sob orientação dos professores Edmarlon Girotto, Camilo Molino Guidoni e Alberto Duran Gonzalez.

Camilo Molino Guidoni, professor do departamento de ciências farmacêuticas e coordenador do Ciatox em Londrina, destaca que o Paraná se tornou uma referência nacional em vigilância e assistência em casos de toxicologia. Em 2022, o Paraná monitorou casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol, analisando as circunstâncias envolvidas. Para 2025, os Ciatox do estado já implementaram um fluxo de atendimento aprimorado, garantindo uma resposta mais eficaz e célere em casos de intoxicação.

Medidas de conscientização e prevenção

No campo da extensão universitária, as ações dos Ciatox têm um impacto significativo na comunidade escolar e na população em geral. O departamento de Ciências Farmacêuticas da UEL organiza iniciativas de conscientização em escolas de ensino fundamental e médio, abordando a identificação de riscos e medidas de proteção em relação a substâncias tóxicas. Em Maringá, o Centro de Controle de Intoxicações da UEM promove eventos de orientação e prevenção contra acidentes envolvendo animais peçonhentos.

Durante épocas quentes, observa-se um aumento nas ocorrências ligadas a animais perigosos, uma vez que esses animais tendem a sair de seus habitats em busca de alimento e parceiros. A urbanização crescente e o uso inadequado de defensivos agrícolas também contribuem para essa situação. Os registros mais frequentes envolvem escorpiões amarelos, aranhas-armadeiras, aranhas marrons, jararacas e abelhas, com muitos casos de picadas de abelhas não sendo reportados.

Embora os atendimentos relacionados a animais peçonhentos sejam predominantes no Ciatox, a diversidade de substâncias que podem causar intoxicação é vasta. Entre as situações registradas, estão a administração de medicamentos sem orientação médica, contaminações por plantas, fungos e metais, além da exposição a produtos químicos e defensivos agrícolas sem o devido cuidado.

Orientações para prevenção

As diretrizes para prevenção recomendam vedar frestas, ralos e caixas de gordura, além de controlar a população de baratas, que são presas de aracnídeos, evitando a presença destes em áreas urbanas. O uso de venenos e defensivos químicos é desencorajado, pois além de não garantirem a eliminação dos animais, podem aumentar os riscos de acidentes.

Em caso de acidentes, é aconselhado lavar o local da picada com água e sabão, fotografar o animal para facilitar a identificação da espécie e, se possível, levá-lo ao atendimento médico. Além disso, no caso de exposição a produtos tóxicos, a busca por ajuda deve ser imediata, sem aguardar o aparecimento de sintomas graves.

A enfermeira e coordenadora do Ciatox de Maringá, Márcia Regina Jupi Guedes, explicou que a população tem a possibilidade de solicitar atendimento através de WhatsApp. “Nós atendemos em Maringá e nos municípios pertencentes à 15ª Regional da Saúde. Também orientamos a comunidade a enviar fotos de animais peçonhentos ou de lesões devido a picadas, bem como de rótulos de produtos, a qualquer momento”, afirmou.

Informações de contato dos Ciatox

Londrina:

Telefone: (43) 3371-2244

Endereço: Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HU UEL) – Avenida Robert Koch, 60 – Operária

Maringá:

Telefone: (44) 3011-9431

Endereço: Hospital Universitário de Maringá (HUM) – Avenida Mandacarú, 1590, Parque das Laranjeiras

Cascavel:

Telefone: (45) 3321-5261 e (45) 3321-5284

Endereço: Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) – Avenida Tancredo Neves, 3224, Santo Onofre

Fonte:: seti.pr.gov.br

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