A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, expressou, na sexta-feira (17 de abril de 2026), sua opinião sobre o papel das redes sociais, classificando-as como um “5º poder” e destacando os riscos que isso representa para a democracia.
A declaração foi feita durante um painel dedicado aos direitos humanos e ao combate à violência contra mulheres e meninas, que ocorreu na 1ª Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.
Durante sua fala, Janja ressaltou que as redes sociais podem ter uma influência ainda maior do que a imprensa, considerada o 4º poder. Ela argumentou que a ausência de regras claras nessas plataformas potencia impactos negativos, o que se configura como um desafio para o “campo progressista”.
Em um vídeo de 59 segundos, disponível para visualização, a primeira-dama disse que o ambiente digital se caracteriza como um poder “invisível, difuso e sem controle”, capaz de ultrapassar fronteiras e influenciar decisões e opiniões de maneira significativa. Segundo ela, muitas vezes, as plataformas digitais se posicionam “acima de tudo e de todos”.
No Instagram, Janja também abordou a questão da desinformação, bem como o aumento de “ataques”, especialmente voltados para mulheres. Ela mencionou que “mentiras ganham aparência de verdade” e que discursos de ódio frequentemente não são punidos, contribuindo para um ambiente hostil.
O painel contou com a presença de figuras relevantes, como Ana Redondo Garcia, ministra da Igualdade da Espanha, Isabel Valdés, jornalista, e Ana Maria Archila, ativista de direitos humanos.
A participação de Janja na Espanha fez parte de uma agenda que ocorreu entre os dias 14 e 17 de abril de 2026. Durante sua visita, ela se encontrou com a ministra da Igualdade em Madri e também visitou serviços de atendimento a vítimas de violência. Em Valência, a primeira-dama participou de um encontro sobre temas de ecofeminismo e violência política contra mulheres.
Os comentários feitos por Janja reforçam as críticas do governo brasileiro às plataformas digitais, especialmente em um momento em que o Planalto está debatendo a implementação de medidas para aumentar a transparência e a responsabilização dessas empresas, com um foco particular na prevenção da violência contra a mulher.
Fonte:: poder360.com.br


