A abobrinha tem se destacado como um dos pilares do agronegócio paranaense, demonstrando resiliência e dinamismo nas atividades rurais. Conforme o último boletim semanal do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), que pertence à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, divulgado na quinta-feira (23), esta cultura é cultivada em 358 municípios do estado. Em 2024, a abobrinha gerou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 101,6 milhões, resultando em uma colheita de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares. Com isso, o Paraná se posiciona como o quarto maior produtor de abobrinha do Brasil, contabilizando 9,3% de toda a colheita nacional.
O Núcleo Regional de Curitiba é responsável por concentrar 56,2% da produção do estado, totalizando cerca de 28,4 mil toneladas. Destaque especial para as cidades de Cerro Azul, São José dos Pinhais e Colombo, onde a produção é mais significativa. Em Cerro Azul, situada no Vale do Ribeira, os cultivos em 250 hectares resultaram em uma colheita de 4,8 mil toneladas e um VBP de R$ 9,5 milhões. Isso representa cerca de 8,6% da área cultivada e 9,4% do volume colhido e da renda bruta gerada. As cidades de Londrina e Maringá também se mostram relevantes, representando 6,9% e 6,2% da quantidade colhida, respectivamente.
Conforme informa o Deral, o setor de abobrinha enfrenta desafios relacionados aos preços, exacerbados por condições climáticas adversas. Recentemente, uma estiagem elevou os preços nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em 33,3%. Na última semana, o custo da caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA alcançou o valor de R$ 80,00, um aumento considerável em comparação com os R$ 60,00 observados na semana anterior e no mesmo período de 2023.
O engenheiro agrônomo e analista do Deral, Paulo Andrade, explica que essa alta nos preços é resultado da menor oferta no mercado, mas a cultura continua sólida e há previsão de recuperação. “A nossa produção se estende durante todo o ano. Geralmente, registramos aumentos de preços no final de maio e início de julho, durante o inverno. Se a regularização das chuvas não ocorrer nos próximos dias, os preços podem se manter elevados. Entretanto, a partir do segundo semestre, espera-se uma redução sistemática dos preços ao longo de uma colheita normal”, afirma Andrade.
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Em relação ao setor de grãos, o Paraná mantém a soja como seu principal produto nas exportações. No primeiro trimestre de 2026, o estado exportou 3,41 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 1,47 bilhão. Isso representa um crescimento de 2% na receita, embora tenha havido uma leve queda de 4% no volume físico comparado a 2025.
A China permanece como o principal destino das exportações paranaenses, respondendo por 58% dos embarques. Em contraste, a produção de trigo está predominantemente voltada para o mercado interno, devido à alta demanda industrial e à diminuição da área plantada. Na última safra, o Paraná registrou uma produção de 2,87 milhões de toneladas de trigo, com apenas 4 toneladas destinadas à exportação entre agosto de 2025 e agora.
Os triticultores paranaenses, portanto, têm focado suas atividades no mercado interno. A última colheita de trigo mostrou que, das 2,87 milhões de toneladas produzidas em 2025, apenas 4 toneladas foram enviadas para fora do país, especificamente para o Equador em dezembro, sem mais registros de exportação desde então.
Essa tendência de priorizar o mercado interno deve persistir também na safra de trigo de 2026.
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No segmento de carne bovina, o Brasil registrou um desempenho histórico em março, com exportações de 265 mil toneladas. O Paraná, seguindo essa tendência de valorização, embarcou 3,6 mil toneladas no mês, gerando uma receita de US$ 20,3 milhões.
O preço médio por quilo da carne aumentou, passando de US$ 4,76 em 2025 para US$ 5,54 em 2026. Assim como na soja, a China se destaca como o principal mercado para a carne brasileira, importando 38,5% do total comercializado.
Fonte:: idrparana.pr.gov.br



