Polícia Civil apura suposto desvio milionário na agência do BRB

Redação Rádio Plug
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Foto: © Joédson Alves/Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal intensificou, nesta quinta-feira (7), uma operação destinada a investigar dois funcionários do Banco de Brasília (BRB), além de um servidor público federal e empresários, que são suspeitos de movimentar, de maneira irregular, aproximadamente R$ 15 milhões.

Os envolvidos na Operação Insider, cujos nomes não foram revelados, enfrentam acusações de lavagem de dinheiro e corrupção. O BRB tornou pública a denúncia às autoridades financeiras e policiais acerca das movimentações suspeitas que ocorreram com a anuência de um gerente de uma de suas agências.

Dezessete mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em diferentes locais, incluindo o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, com a colaboração do Ministério Público do Distrito Federal e da Polícia Civil do Rio.

Medidas Judiciais e Bloqueios

A Justiça também impôs o bloqueio financeiro de R$ 15 milhões das contas bancárias dos suspeitos, além da possível apreensão de oito veículos de luxo e um imóvel localizado no Distrito Federal.

A Polícia Civil do Distrito Federal informou que, até o momento, a equipe de investigadores adquiriu indícios concretos de transferências bancárias entre os suspeitos, algumas realizadas através de contas de empresas que estão associadas a eles. Existe também uma investigação em curso sobre a possível ocultação de bens, que estaria sendo realizada por meio da compra de veículos de grande valor e pela movimentação fracionada de recursos financeiros.

Irregularidades na BRB DTVM

Além dos desvios identificados, a investigação se aprofunda em possíveis irregularidades que podem ter acontecido em operações estruturadas relacionadas à BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários).

Os suspeitos poderão ser julgados pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, que, se confirmados, podem resultar em penas que variam até 30 anos de reclusão.

Em comunicação oficial, o BRB afirmou que, ao detectar as movimentações financeiras irregulares e os indícios de violação das suas normas de compliance, tomou a iniciativa de alertar as autoridades competentes em maio de 2025. O banco reiterou seu compromisso de colaborar com as investigações e de implementar todas as providências necessárias a fim de garantir a conformidade de suas operações e a responsabilização de quaisquer envolvidos.

Nova fase da Operação Compliance Zero

Criado em 1964 e sob controle do Governo do Distrito Federal, o BRB enfrenta uma crise institucional agravada pela Operação Compliance Zero, que foi lançada em novembro de 2025. A Polícia Federal revelou um esquema fraudulento que era liderado pelo Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A aquisição de bilhões em créditos financeiros do Banco Master resultou em um prejuízo expressivo para o BRB, apesar de alertas feitos por técnicos que recomendaram cautela à diretoria do banco. As investigações da PF culminaram no afastamento e posterior prisão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Na manhã de hoje, a Polícia Federal deu início à quinta fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvos o senador e presidente do Partido Progressista (PP), Ciro Nogueira; seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima; e Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, entre outros nomes suspeitos de envolvimento em atividades de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Esta matéria foi atualizada às 16h33 do dia 7 de maio de 2026 para incluir a posição do BRB.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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