O ex-prefeito de Cubarral, Rogers Devia, que era aliado do candidato presidencial Abelardo de La Espriella, e seu assessor político, Eder Cardona, foram assassinados a tiros na noite de sexta-feira, dia 15, no interior da Colômbia, conforme informações das autoridades locais.
Os assassinatos ocorreram em uma região marcada por conflitos entre dois grupos considerados terroristas pelo governo dos Estados Unidos, além de um terceiro grupo, que é descrito como uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo a agência de notícias Associated Press.
Rogers Devia foi morto em um ataque armado na área rural de Cubarral, cidade que ele governou entre 2020 e 2023 e que está localizada a cerca de 170 quilômetros ao sul de Bogotá. A Defensoria Pública do departamento de Meta, na Colômbia oriental, confirmou a informação em um comunicado nas redes sociais.
O candidato Abelardo de La Espriella, que representa o Movimento de Salvação Nacional, expressou seu pesar pelas mortes. Ele descreveu Devia e Cardona como “dois patriotas covardemente assassinados pelo narcoterrorismo” enquanto estavam comprometidos com sua campanha e com o ideal de uma Colômbia transformada. “Eles não eram políticos de gabinete. Eram homens do povo, verdadeiros Tigres, que caminhavam pelas ruas defendendo a democracia, a liberdade e a esperança de milhões de colombianos. Seu único crime foi acreditar na nação e se recusar a se curvar diante da violência,” afirmou La Espriella em sua conta nas redes sociais.
A Defensoria Pública alertou que esses assassinatos podem ter um impacto negativo sobre “o exercício dos direitos políticos e a participação democrática” no país, particularmente em um momento em que as eleições presidenciais estão agendadas para o dia 31 de maio.
O ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, também se manifestou sobre o caso em sua conta nas redes sociais, destacando que os investigadores ainda não sabem a motivação por trás do ataque a Devia. Ele mencionou que a polícia havia conseguido prevenir um ataque anterior contra um membro da equipe de outra candidata à presidência, Paloma Valencia, que ocorreu na mesma cidade e reflete um clima de insegurança crescente no cenário político colombiano.
As eleições presidenciais na Colômbia estão atraindo atenção nacional e internacional, especialmente devido ao contexto de crescente violência por grupos armados e narcotraficantes. O assassinato de figuras políticas, como Devia e Cardona, é um reflexo das tensões que permeiam o ambiente político do país, que busca promover um processo democrático mais efetivo e seguro.
A realidade colombiana é complexa, com uma história marcada por conflitos internos, onde o narcotráfico e a luta por poder têm resultado em homicídios e ameaças a importantes figuras públicas. As autoridades agora enfrentam o desafio de garantir a segurança durante o período eleitoral, ao mesmo tempo em que tentam responder a esses crimes que desafiam a estabilidade democrática.
Fonte:: estadao.com.br




