A Organização Internacional do Açúcar (OIA) estima que o mercado mundial de açúcar enfrentará um déficit de 0,262 milhão de toneladas métricas na temporada 2026/27. Este é o primeiro prognóstico divulgado pela OIA para o próximo ciclo de produção.
Em sua atualização trimestral publicada na segunda-feira (18), o órgão destacou que a previsão de déficit é fortemente influenciada por uma esperada diminuição de 2 milhões de toneladas na produção, um cenário que traz preocupações em relação ao impacto do fenômeno climático El Niño.
A OIA também revisou sua previsão de superávit global de açúcar para a temporada 2025/26 (de outubro a setembro), aumentando o número de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas métricas. A entidade apontou que a condição de superávit é moderada, o que pode resultar em uma expectativa neutra para os preços nos próximos três meses.
“A perspectiva de preços nos próximos meses é estável, uma vez que o superávit previsto para 2025/26 é relativamente modesto. Além disso, o acúmulo de estoques, impulsionado por preocupações sobre a redução no uso de fertilizantes e o aumento das estratégias de proteção de preços, pode ajudar a estabilizar os preços”, comentou a OIA.
Impacto sobre o Etanol
No que se refere ao etanol, que pode ser produzido tanto a partir da cana-de-açúcar quanto do milho, a OIA projeta um aumento na produção para 2026, passando de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros. Essa expansão deve-se à recuperação da produção no Brasil e ao crescimento na Índia.
O consumo de etanol também deve aumentar, passando de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros em 2026, embora ainda permaneça abaixo dos níveis de produção. A OIA enfatizou que o crescimento dos preços do petróleo, exacerbado por tensões no Golfo Pérsico, está elevando a demanda por biocombustíveis. Países como Brasil, Índia e na União Europeia estão intenções de aumentar as misturas de etanol, como o E32, E25 e E20, respectivamente.
Esses biocombustíveis são frequentemente misturados à gasolina ou utilizados como substitutos do diesel, e se tornam mais viáveis economicamente conforme o preço do petróleo sobe.
A expectativa é de que o cenário de produção e consumo de açúcar e etanol continue a evoluir, à medida que os fatores climáticos e as políticas de energia renovável influenciam o mercado.
Fonte:: infomoney.com.br




