Mapa inicia missão na China com foco nas exportações do agronegócio

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Canalrural.com.br

No último domingo (17), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, deu início a uma missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Xangai, na China. Esta missão inclui a participação no Seminário Brasil-China de Agronegócio, um evento que reúne empresários e representantes dos setores público e privado dos dois países. O objetivo do encontro foi discutir a cooperação comercial, o acesso a novos mercados e o intercâmbio nas áreas agropecuárias.

Em 2025, a China se destacou como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com um total de US$ 55,22 bilhões embarcados. Durante o seminário, André de Paula ressaltou que o Mapa tem trabalhado de forma intensa para estreitar o diálogo com diversas autoridades chinesas, incluindo a Administração-Geral de Aduanas da China e o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. O foco desse trabalho é expandir o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês e melhorar os protocolos sanitários e fitossanitários.

Nos últimos anos, entre 2023 e 2026, 12 novos mercados foram abertos na China para diversos produtos brasileiros. Esses itens incluem carne de aves e seus derivados, DDG de milho, farelo de amendoim, farinhas e óleos derivados de animais e pescado, além de gergelim, noz-pecã, pescado, sorgo e uvas.

Os dados do comércio bilateral ilustram a importância dessa relação para o setor agrícola. O complexo soja, por exemplo, liderou as exportações brasileiras para a China em 2025, representando US$ 34,61 bilhões, o que corresponde a mais de 62% do total exportado para o país asiático. Além do complexo soja, também tiveram destaque as vendas de carnes, que atingiram US$ 9,82 bilhões, produtos florestais com US$ 5,06 bilhões, o complexo sucroalcooleiro com US$ 1,90 bilhão, e fibras e produtos têxteis que somaram US$ 872 milhões.

No entanto, a balança comercial também apresenta importações feitas pelo Brasil, que totalizaram US$ 1,59 bilhão em produtos agropecuários chineses no mesmo ano. Esses produtos incluem principalmente matérias-primas como fibras e têxteis, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos, além de rações para animais. Ao todo, considerando todos os setores da economia, o fluxo bilateral entre os dois países alcançou a impressionante marca de US$ 170,9 bilhões no ano anterior.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, realçou os atributos da agropecuária brasileira que a tornam competitiva: a qualidade, a sanidade, a sustentabilidade e a estabilidade no fornecimento. Além disso, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) revelou que as relações comerciais entre Brasil e China cresceram de cerca de US$ 8 bilhões em 2003 para aproximadamente US$ 170 bilhões no último ano. As exportações de proteínas animais do Brasil para a China também registraram um aumento significativo, passando de menos de 100 mil toneladas para cerca de 1,7 milhões de toneladas nesse período.

A agenda realizada em Xangai demonstra a continuidade do esforço do governo brasileiro para diversificar os mercados e expandir as exportações além das commodities tradicionais. O sucesso dessa estratégia, no entanto, dependerá do progresso nas negociações a respeito de normas sanitárias, da criação de canais comerciais eficazes e da capacidade de introduzir produtos com maior valor agregado no crescente mercado chinês.

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Fonte:: canalrural.com.br

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