18 de maio: PCPR reforça orientações para proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Policiacivil.pr.gov.br

Natália Bezerra/PCPR

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, é uma data de grande importância para a conscientização sobre a necessidade de prevenir e denunciar casos de violência contra menores. Nesta ocasião, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) intensifica suas orientações sobre como prevenir, identificar sinais de abuso e realizar denúncias, visando conscientizar famílias, escolas e a sociedade em geral sobre a essencial proteção de crianças e adolescentes, especialmente no contexto virtual.

A delegada da PCPR, Mariana Coelho, especialista do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), revela que o uso crescente da internet por crianças e adolescentes requer atenção constante por parte dos pais e responsáveis. Ela enfatiza que jogos online, redes sociais e aplicativos de mensagens têm se tornado ferramentas que criminosos utilizam para se aproximar de suas vítimas, criando laços de confiança que podem levar a sérios crimes.

“Os criminosos frequentemente se aproveitam de interesses comuns para ganhar a confiança da criança ou do jovem, o que pode culminar em crimes como aliciamento virtual, extorsão por meio de imagens íntimas e até a produção de material de abuso sexual envolvendo menores”, alerta a delegada.

A PCPR recomenda que os pais comecem a supervisionar as atividades digitais de seus filhos de forma proativa. Isso inclui conhecer os conteúdos acessados, ter clareza sobre as pessoas com quem eles interagem e usar as ferramentas de restrição disponíveis nas plataformas digitais, a fim de garantir uma navegação mais segura.

Além do risco de crimes sexuais, a PCPR também ressalta a preocupação com sinais de bullying e cyberbullying, que podem ter consequências graves para a saúde mental de crianças e adolescentes. Essas situações não apenas impactam o bem-estar imediato, mas também podem resultar em problemas psicológicos duradouros.

Sinais de alerta

É crucial que pais e responsáveis fiquem atentos a mudanças de comportamento, que podem ser indicativas de situações de risco. Sinais como isolamento, irritabilidade, ansiedade, depressão ou resistência em compartilhar informações sobre o uso do celular e das redes sociais devem ser observados com atenção. A PCPR aconselha que familiares e educadores mantenham um diálogo aberto e contínuo com os jovens, facilitando a identificação de qualquer sinal de vulnerabilidade ou abuso.

De acordo com Mariana Coelho, cultivar uma relação de confiança entre pais e filhos é uma das estratégias mais efetivas para a prevenção. “Os responsáveis devem dialogar abertamente sobre os riscos associados ao uso da internet, explicar os perigos do compartilhamento de imagens íntimas e acompanhar o uso de plataformas de acordo com a idade dos adolescentes”, completa.

Procedimentos de denúncia

Quando há suspeitas de abuso ou confirmação de situações violentas, a PCPR orienta que a denúncia seja feita imediatamente. O registro de boletins de ocorrência pode ser realizado em qualquer delegacia de polícia ou diretamente nas unidades do Nucria. Também é possível fazer denúncias anônimas pelos telefones 197, da PCPR, e 181, do Disque-Denúncia.

A instituição ainda destaca a importância de procurar as autoridades competentes ao perceber qualquer indício de violência contra crianças e adolescentes, evitando tentativas de investigação pessoal que possam prejudicar as investigações oficiais.

Maio Laranja

A data de 18 de maio, além de ser um chamado à ação, representa o movimento Maio Laranja, que visa alertar a população sobre a necessidade de proteger crianças e adolescentes de forma eficaz. A iniciativa destaca a urgência de denúncias e de medidas preventivas para combater este grave problema social.

Nesse mês, a PCPR se uniu à Operação Caminhos Seguros, promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. Esta ação foca no combate à violência contra crianças e adolescentes e busca garantir a proteção efetiva deste grupo vulnerável. As atividades programadas incluem palestras educativas para crianças e adolescentes, além de um reforço operacional voltado para a execução de mandados de prisão relacionados a crimes cometidos contra essa faixa etária.

Fonte:: policiacivil.pr.gov.br

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