A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) comemora nesta quinta-feira (21) seus 134 anos de atuação na área de perícia criminal. Este marco histórico reflete um processo contínuo de evolução dos serviços periciais, que acompanha os avanços nas áreas científica e tecnológica, além das transformações sociais em todo o Estado.
Durante a cerimônia de comemoração, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância do trabalho realizado pelos profissionais da Polícia Científica, afirmando: “Há 134 anos, esses homens e mulheres dedicam suas vidas a esse trabalho extremamente complexo, que muitas vezes ocorre em silêncio, mas é essencial para a Justiça. A credibilidade conquistada se baseia no fato de que a prova técnica não é influenciada por emoções ou interesses; ela é fundamentada na ciência.”
O diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta, reforçou a necessidade de reconhecer a longa trajetória deste serviço, que se destaca pela ciência, dedicação e responsabilidade pública. “O trabalho da perícia é crucial para assegurar que a verdade dos fatos seja construída a partir de evidências técnicas e científicas”, concluiu Pimenta.
A programação de aniversário contou com a presença de servidores, autoridades e representantes de instituições parceiras. Durante o evento, a PCIPR homenageou profissionais que completaram 10, 20 e 30 anos de serviço, reconhecendo suas contribuições significativas na geração de provas técnicas e científicas e no fortalecimento das ciências forenses no Paraná.
A cerimônia também incluiu a entrega de moedas comemorativas a diversas autoridades e instituições parceiras, como forma de reconhecimento pelos serviços prestados em prol das ciências forenses e pelo apoio à atuação integrada da Polícia Científica, essencial para a segurança pública do Estado.
Marco Histórico da Perícia no Paraná
A escolha do dia 21 de maio para a celebração é resultado de um minucioso trabalho de pesquisa realizado pelo Museu Paranaense de Ciências Forenses (MPCF). Essa pesquisa identificou a Lei nº 15, de 21 de maio de 1892, como um dos primeiros registros legais que fundamentaram a estruturação dos serviços periciais no Paraná. Assim, a data passou a simbolizar oficialmente o início da trajetória da perícia criminal estadual.
O levantamento histórico também possibilitou a reconstrução de parte da evolução da perícia paranaense ao longo das décadas, refletindo o desenvolvimento das técnicas científicas, da estrutura institucional e da colaboração da perícia oficial com a Justiça e a segurança pública.
Museu e Preservação da Memória
O MPCF tem um papel importante na preservação da história da perícia oficial no Paraná, cuidando da conservação de documentos, equipamentos e registros históricos relacionados à evolução das ciências forenses no Estado. Além disso, o museu tem como objetivo aproximar a população do trabalho desenvolvido pela Polícia Científica.
Fundado em 1910 com o nome de Museu do Crime, a instituição passou a adotar a nomenclatura atual em 2022. O acervo inclui instrumentos e equipamentos utilizados desde o início das atividades periciais, além de livros, documentos históricos, arquivos fotográficos e peças anatômicas. Em 2025, o MPCF alcançou um marco significativo, recebendo mais de 110 mil visitantes durante visitas presenciais e atividades itinerantes em várias regiões do Paraná.
Em 2025, o museu também reabriu em seu endereço histórico, localizado na Avenida Visconde de Guarapuava, em Curitiba. O espaço foi revitalizado para unir a sala de exposições e o Antigo Necrotério, que agora serve como um acervo histórico aberto à visitação pública.
Academia de Ciências Forenses
Outra importante iniciativa de modernização e fortalecimento da Polícia Científica paranaense é a criação da Academia de Ciências Forenses (ACF), que teve seu início em 2019. Essa instituição é responsável pela formação, capacitação e aperfeiçoamento de peritos oficiais e técnicos de perícia, consolidando-se como uma referência na integração entre ciência, tecnologia e segurança pública nos últimos anos.
A ACF oferece não apenas cursos de formação e capacitação contínua, mas também estabelece parcerias com universidades e instituições, tanto nacionais quanto internacionais. Essas colaborações visam incentivar a pesquisa, a produção científica e o desenvolvimento de novas metodologias aplicadas às ciências forenses, contribuindo significativamente para a evolução do setor no Paraná.
Fonte:: parana.pr.gov.br




