Dia Nacional da Imunização: A Importância da Vacinação para Pacientes com Câncer

Redação Rádio Plug
4 min. de leitura
Foto: Foto: SESA

No dia 9 de junho, celebra-se o Dia Nacional da Imunização, uma data que lembra a importância das vacinas não apenas para prevenir doenças específicas, mas também como uma estratégia crucial para proteger pacientes oncológicos contra infecções que podem agravar seu estado de saúde e interferir no tratamento.

Pacientes em tratamento oncológico frequentemente enfrentam um risco elevado de imunocomprometimento. Infecções podem ser um fator significativo que contribui para a morbidade e mortalidade entre esses indivíduos, podendo atrasar ou até mesmo impedir a administração correta dos tratamentos antineoplásicos e de intervenções cirúrgicas necessárias.

Entre as doenças que podem ser prevenidas por vacinação, a influenza e a doença pneumocócica se destacam. A probabilidade de pacientes com câncer desenvolverem a forma invasiva da doença pneumocócica pode ser até 12 vezes maior. Para aqueles que utilizam medicamentos imunossupressores, esse risco pode chegar a 23 vezes. Em relação à influenza, comparados à população geral, pacientes oncológicos têm um risco de hospitalização quatro vezes maior.

Diversos estudos indicam que a vacinação pode resultar em uma redução relativa de 58% na mortalidade entre pacientes com tumores sólidos ou com malignidades hematológicas que foram vacinados.

De acordo com o Dr. Luís Felipe Matiusso de Souza, oncologista clínico do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), a imunização deve ser integrada ao cuidado total do paciente com câncer. “A cobertura vacinal é uma parte essencial do tratamento oncológico. O nível de imunocomprometimento dos pacientes influencia a resposta à vacinação, mas mesmo assim, os benefícios são inegáveis. É crucial que cada paciente discuta com seu médico sobre as vacinas recomendadas e as precauções a serem tomadas em situações específicas. É importante lembrar que reações adversas à vacina são raras, exceto no caso de vacinas que usam bactérias ou vírus vivos atenuados”, esclarece o especialista.

O ideal, segundo ele, é que os pacientes atualizem suas vacinas antes de iniciarem a quimioterapia, a radioterapia ou outros tratamentos oncológicos. Isso ajuda a garantir uma resposta imunológica mais eficaz e maior proteção em períodos críticos de vulnerabilidade.

Além disso, é fundamental que familiares e pessoas próximas aos pacientes também mantenham sua vacinação em dia, contribuindo assim para a redução dos riscos de transmissão de infecções.

As orientações da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam que vacinas com vírus vivos atenuados sejam administradas em períodos específicos para pacientes com tumores sólidos:

  • Até 30 dias antes do início da quimioterapia;
  • Três meses após o término da quimioterapia;
  • Três meses após o término da radioterapia;
  • Seis meses após a interrupção de medicamentos biológicos que depletam linfócitos B – para outros imunobiológicos, o prazo é de três meses.

O acompanhamento minucioso junto à equipe médica é essencial para decidir quais vacinas são apropriadas em cada fase do tratamento oncológico, levando em conta o tipo específico de câncer, o nível de imunossupressão e as condições gerais de saúde do paciente.

Com a aproximação do Dia Nacional da Imunização, é vital que tanto pacientes quanto seus cuidadores reconheçam a relevância das vacinas como uma parte integral do tratamento oncológico, fortalecendo sua defesa contra infecções e assegurando melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Fonte:: bemparana.com.br

Anúncios
Compartilhe este artigo