Na quinta-feira, 18 de junho de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que a operação Conto da Sorte revelou a existência de 37 empresas atuando de maneira ilegal no setor de apostas esportivas, com um volume financeiro que pode chegar a R$ 50 bilhões no Brasil. Essa investigação foi realizada pela Secretaria de Prêmios e Apostas do ministério, em colaboração com o Ministério Público do Rio Grande do Norte, e contou com o suporte da Receita Federal.
Durigan se manifestou sobre a operação ao chegar à sede do Ministério da Fazenda, destacando que a ação resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo. Em suas palavras, “O governo está intensificando seus esforços de inteligência para um combate rigoroso às apostas ilegais”.
As investigações foram iniciadas após a Secretaria de Prêmios e Apostas ter detectado um grupo de empresas que havia recebido autorização para operar através do município de Bodó, localizado no interior do Rio Grande do Norte. O ministro esclareceu que essa autorização foi posteriormente revogada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que acolheu um pedido do governo federal, mas, apesar da decisão, as empresas continuaram suas atividades no mercado.
“Desde a concessão da autorização até o presente momento, foram movimentados até R$ 50 bilhões”, destacou Durigan. Ele também ressaltou que os mandados executados na data acrescentarão informações para “esclarecer e investigar com mais profundidade esse montante”, que ainda é considerado preliminar.
O ministro informou ainda que a operação contou com a colaboração de mais de 10 funcionários da Receita Federal, que foram deslocados aos locais de busca, e que o governo possui a intenção de intensificar a cooperação com os Ministérios Públicos estaduais para aprofundar as investigações.
“O que eu tenho afirmado é que temos uma política de tolerância zero com as apostas ilegais. Esta é uma das várias operações que serão realizadas para enfrentar esse problema”, afirmou Durigan.
Além disso, o ministro mencionou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá fazer novos anúncios a respeito do tema em breve. Segundo Durigan, as ações de fiscalização demandam tempo para serem implementadas, uma vez que dependem de investigações detalhadas e aprovações judiciais.
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Fonte:: poder360.com.br




