Manifestação em Curitiba cobra avanço de projeto contra ódio às mulheres

Redação Rádio Plug
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Ato em Curitiba pede aprovação do PL da Misogin...

Um grupo de manifestantes se reuniu na manhã de um domingo na Praça João Botelho, situada em Curitiba, capital do Paraná, para exigir a retomada e votação imediata do Projeto de Lei (PL) 896/2023, amplamente conhecido como o PL da Misoginia. A proposta legislativa tem como principal objetivo equiparar a misoginia ao crime de racismo, endurecendo as punições legais para atos de discriminação e violência contra o público feminino. Antes do recesso parlamentar, a pauta havia ficado de fora das discussões prioritárias na Câmara dos Deputados.

A mobilização pública foi organizada e articulada pelo movimento social Levante pelas Mulheres Vivas. A ação não ocorreu apenas na capital paranaense, mas foi realizada de maneira simultânea em oito capitais brasileiras, incluindo São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Boa Vista e Campo Grande. De acordo com os coletivos organizadores, o propósito central do ato é exercer pressão direta sobre as lideranças políticas e parlamentares da Câmara, assegurando que o projeto retorne ao centro dos debates logo com o reinício oficial dos trabalhos legislativos.

62adf786-ed1b-4dc9-a96c-14f0292b9b07(Foto: Matheus Freitas)

Compreenda o contexto e os objetivos do PL da Misoginia

A proposição legislativa é de autoria da senadora Ana Paula Lobato, filiada ao PSB do Maranhão. O Projeto de Lei nº 896/2023 estabelece diretrizes firmes para classificar o ódio, o preconceito e a aversão generalizada às mulheres no mesmo patamar jurídico do crime de racismo, que é imprescritível e inafiançável em determinados contextos da legislação brasileira.

Pelo texto apresentado, a normativa prevê sanções penais que variam de dois a cinco anos de reclusão, além da aplicação de multa, para indivíduos que cometerem infrações e crimes motivados especificamente por sentimentos ou atos de misoginia. A alteração legal proposta busca abranger condutas que envolvam discriminação direta, preconceito estrutural, injúrias qualificadas e a incitação pública ao ódio contra as mulheres.

Para a autora da matéria, a implementação dessa medida é um passo urgente e necessário para blindar juridicamente a integridade feminina, ampliar de maneira efetiva o arcabouço de combate à violência de gênero e conferir maior clareza e rigidez aos órgãos de segurança e justiça no momento de punir manifestações misóginas na sociedade.

Com a pressão exercida pelas ruas e pelos movimentos sociais mobilizados nas capitais, os organizadores esperam que a pauta ganhe tração e prioridade entre os parlamentares nas próximas sessões deliberativas.

Fonte:: bemparana.com.br

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