Na última sexta-feira (19), a fintech de benefícios Swap sofreu uma tentativa de ataque hacker, levando o Banco Central a emitir um alerta aos participantes do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), onde está inserido o Pix. O alerta informava sobre a detecção de um “evento cibernético” relacionado à empresa.
Em resposta, a Swap comunicou por meio de uma nota ao Valor Econômico que seus sistemas de monitoramento identificaram e neutralizaram uma atividade irregular em seu ambiente de pagamentos. A empresa assegurou que “não houve qualquer comprometimento de dados pessoais ou prejuízo financeiro” e destacou que, desde a detecção do problema, tem atuado de forma proativa, reafirmando seu compromisso com a segurança e a integridade das operações.
O aumento de incidentes cibernéticos é uma preocupação crescente nos últimos anos. Somente em 2025, foram registrados 76 casos graves, um número quase 11 vezes superior ao reportado em 2018. Além da Swap, o setor financeiro enfrenta ameaças constantes: neste mês, o MagaluPay, a plataforma financeira da varejista Magazine Luiza, também foi alvo de uma tentativa de ataque. Simultaneamente, o Nubank enviou uma mensagem equivocada a seus clientes, informando sobre uma suposta liquidação, mas a instituição alegou que se tratou de um erro isolado. No entanto, especialistas não descartam a hipótese de que a situação poderia ter relação com uma sabotagem ou um ataque hacker.
O setor público não escapa das ameaças digitais. Na madrugada do sábado, dia 20, o sistema nacional da Defesa Civil foi atacado, resultando no disparo de mensagens para diferentes estados, alcançando cerca de 30 milhões de pessoas. As mensagens eram alarmantes, do tipo Alerta Extremo, e traziam a palavra “misantropia” ou suas variações. Misantropia é um termo que se refere à aversão à humanidade. O ataque causou a interrupção da plataforma, levando o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, a anunciar que um novo sistema, mais seguro, está em desenvolvimento, embora não tenha sido fornecida uma data específica para seu lançamento.
De acordo com o Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos, que está vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional, até o dia 1º de junho de 2026, foram registradas 20.780 notificações de incidentes. Em um período de 12 meses, referente a 2025, o número foi de 18.092, evidenciando um crescimento significativo e acendendo um alerta nas autoridades competentes sobre a necessidade de medidas mais eficazes de segurança cibernética.
A escalada dos ataques cibernéticos e a vulnerabilidade do sistema financeiro e governamental levantam preocupações sobre a capacidade de defesa das instituições. A atuação proativa das empresas e organismos de segurança se torna essencial para garantir a continuidade das operações e a proteção de dados sensíveis. O panorama atual exige um fortalecimento das estratégias de defesa cibernética, investimento em tecnologias e a formação de profissionais capacitados para lidar com essas ameaças cada vez mais sofisticadas.
Fonte:: convergenciadigital.com.br




