Governança de TI impulsiona Rio Grande do Norte na busca por supercomputador de inteligência artificial

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O Rio Grande do Norte registrou uma transformação significativa em sua infraestrutura tecnológica nos últimos anos. Historicamente posicionado nas últimas colocações do índice de oferta de serviços digitais da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC) entre 2020 e 2024, o estado deu um salto expressivo no período de 2025 para 2026. Como resultado desse esforço de modernização, o governo estadual recebeu o selo de evolução de oferta, validando o trabalho realizado na área.

De acordo com Everton Silva, diretor da Coordenadoria de TI e Comunicações (Cotic), ligada à Secretaria da Administração, o avanço reflete um planejamento estratégico focado na melhoria contínua da gestão pública digital. No entanto, o gestor ressalta que a estrutura ainda passa por processos de consolidação para garantir maior autonomia e capacidade de entrega à população potiguar.

A estruturação da tecnologia no estado

Apesar dos recentes progressos na digitalização de processos, a Coordenadoria de TI e Comunicações busca patamares administrativos mais robustos para o setor. O objetivo principal é dar maior centralidade e poder de decisão para a área de tecnologia dentro da administração pública estadual.

“Não somos uma Prod ainda. Acredito muito que temos de ser porque a TI tem de ter orçamento e voz. Não há saúde, educação e segurança sem TI. Estamos trabalhando para ser uma subsecretaria, uma agência. Esse é um projeto”, pontuou Everton Silva durante entrevista.

O representante do governo reconhece que o ecossistema digital ainda enfrenta desafios, como a permanência de fluxos que demandam atendimento presencial e procedimentos manuais por parte do cidadão. Contudo, ele enfatiza que há uma diretriz clara da gestão para mitigar esses gargalos e ampliar o leque de serviços acessíveis de forma remota e integrada.

Antecipação a crises de mercado

Um dos pontos destacados na trajetória recente da tecnologia potiguar foi a gestão de riscos contratuais com fornecedores de telecomunicações. Questionado sobre a situação da operadora Oi, Silva explicou que a administração estadual adotou uma postura preventiva diante das instabilidades financeiras da empresa de telefonia.

O estado promoveu a substituição prévia de prestadores de serviços de rede para blindar a infraestrutura pública contra eventuais descontinuidades. Atualmente, apenas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda utiliza a estrutura remanescente da antiga fornecedora, mas a migração para um novo parceiro tecnológico já se encontra em fase de validação final. “Nos antecipamos para evitar qualquer risco”, destacou o diretor da Cotic.

Disputa por supercomputador e transição energética

O avanço na maturidade da governança digital colocou o Rio Grande do Norte em uma posição estratégica para atrair novos investimentos de grande porte. O estado intensificou esforços para viabilizar a instalação de centros de dados (data centers) em seu território e figura ativamente na disputa para sediar um supercomputador de inteligência artificial financiado pelo governo federal.

Para viabilizar essas iniciativas de alta tecnologia, a articulação política conta com engajamento direto do Poder Executivo estadual. “Temos uma força-tarefa, com a nossa governadora à frente. Há energia renovável abundante no Estado”, declarou Silva.

Contudo, o dirigente pondera que a infraestrutura energética favorável precisa vir acompanhada de processos internos sólidos. “Sabemos que antes de tudo temos de preparar a governança de TI. Sem gestão de TI, não vamos tirar o máximo dessa oportunidade. Mas estamos na briga”, concluiu o diretor, reforçando o compromisso com a modernização administrativa como alicerce para o desenvolvimento tecnológico regional.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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