O Projeto Biblioteca Itinerante, desenvolvido pela Regional Administrativa Polícia Penal do Paraná (PPPR) de Umuarama, surge como uma importante ferramenta de transformação social, educação e reintegração social, levando um acervo diversificado de obras literárias diretamente às pessoas privadas de liberdade (PPL).
Realizado de forma contínua nas unidades prisionais da regional, o projeto passou pelas cadeias públicas na última semana atualizando o acervo de livros e disponibilizando novos títulos para uso dos custodiados. O sucesso e expansão da Biblioteca Itinerante são frutos de uma rede de solidariedade e de compromisso institucional com a educação prisional. O projeto também conta com o Núcleo Regional de Educação (NRE), da Secretaria da Educação (Seed), atuando de forma decisiva por meio da expressiva doação de livros, enriquecendo o acervo bibliográfico disponível para os custodiados do sistema prisional, além de viabilizar a doação de conjuntos escolares de mesas e carteiras, estruturando um ambiente propício para o estudo e a leitura.
“O hábito da leitura contribui diretamente para o desenvolvimento da capacidade crítica, da comunicação, do raciocínio e do equilíbrio emocional. Ao entrar em contato com diferentes histórias, experiências e conhecimento, por meio da participação em programas estruturados como a Biblioteca Itinerante, que incluem a leitura de obras e a produção de resenhas, relatórios ou avaliações, a pessoa privada de liberdade pode obter a redução de parte do tempo de cumprimento da pena, conforme critérios estabelecidos pela Lei de Execução Penal”, explicou o coordenador da Regional Administrativa da PPPR em Umuarama, Arnobe Lemes dos Reis.
A policial penal, responsável pelo tratamento penal realizado nas cadeias públicas da regional de Umuarama, Luciana Oliveira, afirma que: “com um caráter estritamente educativo e pedagógico, a iniciativa promove o direito à cultura e viabiliza a remição de pena pela leitura, garantindo que o tempo de privação de liberdade seja convertido em oportunidade de desenvolvimento intelectual e crítico”, disse.
As doações de livros, realizadas através de ações voluntárias, garantem a variedade de títulos e permitem que a leitura livre alcance diferentes perfis de leitores dentro do sistema prisional.
O projeto também firmou parcerias acadêmicas de suporte pedagógico com a Faculdade de Cruzeiro do Oeste (Faco), Faculdade Alfa (Unialfa) e Universidade Estadual do Paraná (Unespar), de Campo Mourão, garantindo a qualidade e a validação das atividades.
“Investir em projetos de leitura dentro das unidades penais é investir em pessoas, em conhecimento e em transformação social. Cada livro lido pode representar uma nova oportunidade de aprendizado e, principalmente, um novo capítulo na vida daqueles que buscam reconstruir sua história”, ressaltou o chefe de cadeias públicas da regional de Umuarama, Cassiano Sponton.
Fonte:: policiapenal.pr.gov.br




