UE conclui que Meta violou regras com recursos “viciantes”

Redação Rádio Plug
3 min. de leitura
As conclusões preliminares sobre a Meta são res...

A Comissão Europeia determinou que a Meta, empresa-mãe do Facebook e Instagram, infringiu as normas de tecnologia da União Europeia ao implementar designs que podem ser considerados “viciantes”. A divulgação formal dessa acusação ocorreu na última sexta-feira, 10 de julho de 2026. A Comissão exige que a empresa altere recursos como a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita, sob pena de multas significativas. As informações foram reportadas por uma agência de notícias.

Essas conclusões preliminares são fruto de uma investigação que se estendeu por dois anos, realizada com base na Lei de Serviços Digitais da UE. Essa legislação impõe a grandes plataformas online a responsabilidade de combater conteúdo ilegal e prejudicial.

De acordo com a Comissão, a Meta não avaliou de maneira adequada os riscos de dependência associados a funcionalidades como recomendações altamente personalizadas, reprodução automática de vídeos e rolagem infinita. Esses elementos alimentam os usuários continuamente com novos conteúdos, promovendo o uso prolongado das plataformas. A Comissão destacou que recursos como reels e stories, presentes no Facebook e Instagram, podem contribuir para um uso excessivo ou compulsivo das redes sociais.

A Comissão também criticou as ferramentas atualmente disponíveis para mitigar esses riscos. Foi apontado que as opções de gestão de tempo são facilmente ignoradas e que os controles parentais demandam um investimento significativo de tempo, esforço e conhecimento técnico para serem eficazes, de acordo com a avaliação do regulador.

Entre as modificações solicitadas estão a desativação automática de funcionalidades como autoplay e rolagem infinita, a introdução de pausas efetivas no tempo de tela e uma diminuição do foco do sistema de recomendação voltado para o incentivo ao engajamento dos usuários.

A Meta tem a oportunidade de responder às acusações antes que a Comissão emita uma decisão final nos próximos meses. Se considerada em violação das normas, a empresa poderá enfrentar multas que podem chegar a 6% de seu faturamento anual global.

Ben Walters, porta-voz da Meta, contestou as conclusões apresentadas pela Comissão. “Discordamos dessas conclusões preliminares, que não levam em conta de forma precisa as medidas significativas que implementamos para proteger os adolescentes”, afirmou Walters. “Desde o início dessa investigação, lançamos as Contas Teen, que protegem automaticamente os jovens e permitem que os pais gerenciem o acesso ao Instagram à noite, além de limitar o tempo de tela diário a apenas 15 minutos.”

 

Fonte:: poder360.com.br

Anúncios
Compartilhe este artigo