A presidente eleita do Peru, a conservadora Keiko Fujimori, oficializou nesta segunda-feira, 27, a escolha de seu vice-presidente para o cargo de chefe de gabinete, além de definir os futuros titulares para os ministérios das Relações Exteriores e da Economia. Os anúncios integram a primeira rodada de nomeações estratégicas realizadas pela líder política antes de sua posse oficial no comando do Executivo nacional, programada para a terça-feira, 28.
A nova mandatária assume o comando do país andino em um cenário desafiador, marcado por múltiplas frentes críticas que exigem respostas imediatas da administração pública. Entre as prioridades de seu mandato estarão o combate rigoroso à crise de insegurança cidadã que afeta diversos setores da sociedade, a adoção de medidas preventivas robustas para mitigar os impactos provocados pelas ameaças do fenômeno climático El Niño e a necessidade urgente de superar a profunda instabilidade institucional que marcou o histórico recente da nação, responsável pela sucessão de oito presidentes ao longo de uma única década.
Articulação política e novos rumos para a administração pública
Para ocupar a presidência do Conselho de Ministros, Fujimori escolheu Luis Galarreta, seu atual vice-presidente e um de seus aliados políticos mais próximos e de longa data. Durante pronunciamento oficial realizado à imprensa em uma sede partidária localizada na capital peruana, Lima, a presidente eleita detalhou as diretrizes estabelecidas para o novo ministério.
“Pedi a ele que lidere um gabinete unido, que trabalhe com senso de urgência, que ouça a população e que sua gestão seja avaliada pelos resultados”, declarou Fujimori aos jornalistas presentes no local.
Galarreta, que possui 55 anos de idade e construiu uma trajetória legislativa como ex-deputado, militou por décadas dentro dos movimentos da democracia cristã antes de integrar formalmente as fileiras do fujimorismo no ano de 2016, consolidando-se desde então como uma das figuras centrais do partido.
Economia e diplomacia sob nova direção
Além da chefia de gabinete, a futura governante definiu os nomes responsáveis pelas pastas econômicas e diplomáticas. O Ministério da Economia será liderado pelo economista Elmer Cuba, profissional que acumula experiência prévia como diretor do Banco Central do país. Por sua vez, a chancelaria e o comando do Ministério das Relações Exteriores ficarão a cargo de Carlos Espá, ex-jornalista de televisão e ex-candidato à presidência da República.
Ao comentar sobre seus objetivos à frente da política econômica nacional, Cuba enfatizou que sua gestão atuará firmemente no combate à evasão fiscal. O futuro ministro destacou ainda que sua principal obsessão institucional será elevar a produtividade da economia, estimular a criação de novas oportunidades de emprego formal e promover de maneira efetiva a coesão social em todo o território peruano.
Keiko Fujimori sucederá na chefia do Estado, no dia 28 de julho, o presidente interino José María Balcázar. Eleita pelo voto popular, a nova presidente governará o país com mandato estendido até o ano de 2031. De acordo com a liderança política, os demais integrantes que completarão a composição do próximo gabinete ministerial — estruturado em um total de 19 ministérios — serão divulgados publicamente na terça-feira, logo após a conclusão das solenidades de posse.
Fonte:: estadao.com.br




