Durante a convenção republicana realizada nesta quinta-feira, 10, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fez duras críticas aos opositores políticos ao se referir aos democratas como o “partido do ódio”. O evento ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato, programadas para a primeira semana de novembro, que definirão os rumos do Congresso americano.
Em seu discurso, Vance intensificou o tom da campanha republicana. “Os democratas são o partido do ódio. São o partido que despreza a América e as pessoas que a construíram. São o partido que pode simpatizar com os terroristas que perpetraram” os ataques de 11 de setembro de 2001, declarou o vice-presidente, relembrando a data que completa 25 anos nesta sexta-feira.
O representante do Executivo americano argumentou ainda que as divergências internas dentro da legenda republicana são menores quando comparadas às divisões apresentadas pelos adversários. Para ele, o pleito atual coloca em evidência candidaturas que buscam ditar o comportamento e o pensamento das novas gerações. “Nesta eleição, os democratas estão apresentando candidatos que dirão aos seus filhos o que eles podem dizer, como podem viver e, mais importante, quem eles devem odiar”, enfatizou.
Cenário político e sucessão
A participação no evento também reforçou o papel de Vance como um dos nomes cotados para a sucessão do presidente Donald Trump nas eleições presidenciais de 2028. Após o discurso do vice, Trump subiu ao palco, elogiou o aliado e comentou sobre sua trajetória, afirmando estar “ficando um pouco cansado de política”, além de classificar os democratas como representantes da “esquerda radical”.
O presidente voltou a pedir que os eleitores finjam que seu nome está na cédula de votação, em um esforço para mobilizar a base em um momento em que os republicanos correm o risco de perder a maioria no Poder Legislativo.
Perspectivas eleitorais e promessas de campanha
Pesquisas e projeções eleitorais, como a do site Decision Desk HQ, apontam um cenário desafiador para a base governista, indicando uma possível vitória democrata na Câmara dos Representantes por 229 a 206 cadeiras, enquanto o Senado permanece empatado em 50 a 50.
O cenário político também é impactado por indicadores econômicos e externos. A taxa de aprovação de Trump tem enfrentado estagnação na casa dos 30%, influenciada por fatores como a inflação contínua e o envolvimento no conflito com o Irã, conduzido em conjunto com Israel.
Tentando reverter o quadro desfavorável, na quarta-feira, 9, o empresário voltou a afirmar que pagaria US$ 5 mil para cada “adulto americano” se os republicanos conseguirem manter o controle de ambas as casas do Congresso. A proposta gerou debates sobre sua viabilidade e impacto fiscal.
Fonte:: estadao.com.br


