Abag prepara plano estratégico para o futuro do agronegócio brasileiro

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Canalrural.com.br

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) anunciou recentemente que irá encaminhar aos candidatos à Presidência da República um plano estratégico completo voltado para o setor produtivo. A revelação da iniciativa ocorreu durante a cerimônia de abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado na capital paulista, evento que reuniu lideranças, especialistas e representantes de diversas cadeias produtivas do país para debater os rumos da economia rural.

De acordo com as informações divulgadas pela entidade, o documento em questão foi desenvolvido de forma minuciosa a partir da análise técnica de mais de 80 fatores considerados fundamentais e prioritários para garantir o desenvolvimento sustentável e contínuo do agronegócio brasileiro nas próximas décadas. A proposta central da associação é transcender medidas governamentais isoladas, oferecendo uma base sólida de planejamento de longo prazo.

Diretrizes de longo prazo para os futuros governantes

Durante o evento, o presidente da Abag, Ingo Plöger, destacou que a iniciativa tem como principal finalidade consolidar uma agenda perene para o Brasil. A ideia é transformar as diretrizes construídas coletivamente pelo setor em políticas de Estado duradouras, servindo como um norte seguro para os futuros gestores que assumirem o comando do país.

Na avaliação de Plöger, o atual cenário econômico e institucional impõe barreiras significativas que acabam restringindo a capacidade de investimento no campo. Entre os principais entraves apontados pelo dirigente estão os patamares elevados das taxas de juros, que geram impactos diretos e imediatos sobre as linhas de investimento, o acesso ao crédito rural, a contratação de seguro agrícola e as operações de financiamento fundamentais para a produção em larga escala.

Além da questão financeira, o presidente da Abag chamou a atenção para o excesso de burocracia e regulação estatal, somado a uma carga tributária considerada pesada e a episódios frequentes de insegurança jurídica. Para a entidade, esse conjunto de fatores reduz a confiança dos produtores e empresários, afastando capitais essenciais para a modernização da infraestrutura e a adoção de novas tecnologias produtivas.

Desafios externos e o cenário geopolítico global

No que diz respeito ao panorama internacional, Plöger ressaltou que o avanço de políticas protecionistas em diversas nações e a crescente fragmentação geopolítica global representam elementos de forte impacto. Esses fatores vêm redefinindo rapidamente os mercados tradicionais e ampliando de maneira expressiva as exigências de competitividade para os produtos brasileiros no exterior.

Outro ponto estrutural destacado no diagnóstico da Abag diz respeito aos riscos climáticos, cada vez mais frequentes e intensos, que afetam diretamente o planejamento e a execução das atividades agropecuárias de norte a sul do território nacional. A imprevisibilidade do clima exige respostas rápidas e políticas públicas robustas de mitigação de riscos.

Integração entre agro e indústria como chave para o desenvolvimento

Diante desse complexo mosaico de desafios, a Abag optou por estruturar uma visão abrangente de longo prazo, defendendo com ênfase a união de esforços e a sinergia entre o setor agropecuário e o setor industrial. Conforme pontuou o dirigente, a sólida integração entre a agricultura e a indústria foi justamente um dos pilares fundamentais que permitiram ao Brasil desenvolver uma agricultura tropical altamente tecnificada e em grande escala, viabilizando em algumas regiões do país a colheita de até três safras por ano no mesmo ciclo produtivo.

Ao detalhar o funcionamento do plano, Plöger reforçou que o material entregue não busca nenhum tipo de tratamento privilegiado ou benesse setorial. O foco principal das propostas é garantir previsibilidade regulatória, segurança jurídica e um ambiente de negócios estimulante que propicie a atração de investimentos, o fomento à inovação tecnológica e o fortalecimento do empreendedorismo rural.

Ainda durante o congresso em São Paulo, o presidente da associação defendeu a replicação de exemplos regionais bem-sucedidos de crescimento econômico e atração de capitais para todo o território nacional, reiterando que o plano estratégico foi concebido com o firme propósito de orientar uma agenda moderna e integrada de desenvolvimento para o agronegócio do Brasil.

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Fonte:: canalrural.com.br

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