Panorama patrimonial dos candidatos ao governo paranaense revela forte disparidade de bens

Redação Rádio Plug
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Oito nomes vão concorrer ao Palácio Iguaçu nas ...

A corrida eleitoral pelo Palácio Iguaçu conta com oito nomes na disputa pelo Governo do Paraná, apresentando um cenário de expressiva disparidade financeira entre os postulantes. Conforme os dados informados pelas próprias candidaturas à Justiça Eleitoral, o patrimônio declarado varia de zero até R$ 27,7 milhões, englobando desde candidatos sem bens registrados até nomes com investimentos milionários no estado e em outras regiões do país.

No topo da relação de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está o advogado Alexandre Salomão, que concorre pelo Mobiliza. Aos 55 anos, em sua primeira disputa por um cargo eletivo, o candidato declarou um montante de R$ 27,7 milhões. Esse valor é composto por duas residências em Curitiba — sendo uma de perfil comercial e outra residencial —, um veículo, além de participações societárias expressivas e direitos e ações que somam milhões de reais.

No extremo oposto, Adriano Funileiro (PCO) figura sem nenhum bem cadastrado em seu nome nas declarações oficiais. Logo acima na faixa dos menores patrimônios estão Luiz França (Missão), com R$ 144.999,99 referentes a frações de imóveis na capital paranaense, e Tayná Miessa (UP), que registrou o valor de R$ 250 mil correspondente a um apartamento de sua propriedade.

Outros nomes acumulam patrimônios milionários

Além do líder da lista de bens, outros quatro concorrentes ao governo estadual alcançam o status de milionários nas declarações oficiais. O grupo é integrado por Requião Filho (PDT), com R$ 1,87 milhão; Sandro Alex (PSD), que declarou R$ 1,67 milhão; o senador Sergio Moro (PL), com R$ 1,04 milhão; e Samuel de Mattos (PSTU), com patrimônio avaliado em R$ 1,03 milhão.

A variação nos valores ao longo dos anos chama atenção em alguns casos específicos. O senador Sergio Moro, por exemplo, registrou uma redução de cerca de 34,8% em seu patrimônio declarado se comparado ao pleito de 2022, quando concorreu ao Senado e informou R$ 1,59 milhão em bens. Em sentido inverso, Samuel de Mattos apresentou um crescimento expressivo em relação à sua última candidatura a deputado federal, transacionando imóveis entre Santa Catarina e Curitiba.

Especialistas apontam que as variações nas declarações de bens nem sempre refletem enriquecimento ou desvalorização real, visto que a legislação eleitoral exige o registro pelo valor de aquisição original dos bens, e não pelo preço atualizado de mercado, o que muitas vezes oculta a valorização imobiliária ao longo dos anos.

Como funciona a autodeclaração de bens

O processo de prestação de contas do patrimônio é de responsabilidade direta dos concorrentes, que preenchem os dados que passam a compor a base pública de informações da Justiça Eleitoral. O sistema computa propriedades imobiliárias, frotas de veículos, investimentos financeiros e cotas empresariais. Rendimentos correntes, como salários mensais e honorários profissionais, não entram na composição direta do patrimônio fixo, aparecendo apenas caso haja saldos remanescentes em contas ou aplicações na data do preenchimento do formulário.

Detalhes do patrimônio dos candidatos

Adriano Funileiro (PCO)

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O representante do Partido da Causa Operária disputa sua quarta eleição em um intervalo de seis anos, tendo passado por pleitos municipais e estaduais anteriores sem registro de bens em nenhuma das ocasiões.

Alexandre Salomão (Mobiliza)

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Estreante em disputas eleitorais, o candidato detém o maior montante da atual corrida ao executivo paranaense, concentrando parte expressiva em participações societárias e direitos econômicos.

Luiz França (Missão)

luiz frança

Com bens restritos ao setor imobiliário, o candidato novato declarou frações ideais em três unidades residenciais situadas no mesmo empreendimento na região central de Curitiba.

Requião Filho (PDT)

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O deputado estadual mantém a maior parte de seu capital imobilizado em uma residência na capital, complementando sua lista de bens com veículos de diferentes décadas e investimentos financeiros.

Samuel de Mattos (PSTU)

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Professor da rede estadual e com trajetória anterior nos Correios, o candidato ajustou sua base patrimonial após negociar imóveis em território catarinense e adquirir uma nova residência em Curitiba.

Sandro Alex (PSD)

sandro alex recebe apoio do avante

O parlamentar registrou evolução patrimonial em comparação aos pleitos anteriores, tendo como principal ativo a proporção de uma propriedade residencial e aplicações financeiras diversificadas.

Sergio Moro (PL)

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O senador apresenta bens divididos entre aplicações financeiras no Brasil e no exterior, fundos imobiliários, veículos e salas comerciais, com redução no valor global declarado em relação a 2022.

Tayná Miessa (UP)

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A representante da unidade popular, atuante na produção de eventos culturais, declarou como único ativo imobilizado um apartamento avaliado em duzentos e cinquenta mil reais.

Fonte:: bemparana.com.br

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