Céu de Curitiba é iluminado por eclipse parcial da Lua na madrugada

Redação Rádio Plug
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Eclispe da lua visto de Curitiba (foto: Matheus...

Os moradores de Curitiba tiveram a oportunidade de acompanhar um espetáculo astronômico na virada entre a noite de quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28). O céu da capital paranaense foi palco de um eclipse parcial da Lua, que chamou a atenção de quem aproveitou o tempo aberto para observar o fenômeno celeste.

De acordo com as informações astronômicas divulgadas, o início do evento ocorreu por volta das 23h34, no horário de Brasília. Já o ponto máximo da ocultação parcial estava previsto para as 01h31 da madrugada de sexta-feira, momento em que o satélite natural atingiu sua fase mais escura e visível.

Condições favoráveis e registros fotográficos

Para a sorte dos entusiastas da astronomia e da fotografia, Curitiba apresentou céu claro durante o horário do eclipse, garantindo uma visualização nítida do satélite sem grandes interferências de nuvens. O cenário inspirou diversos registros que documentaram a progressão do alinhamento cósmico ao longo das horas.

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    Eclipse da lua visto de Curitiba, às 22h30 (foto: Matheus Freitas)
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    Eclipse da lua visto de Curitiba, às 23h30 (foto: Matheus Freitas)
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    Eclipse da lua visto de Curitiba, à 0h15 (foto: Josianne Ritz)
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    Eclipse da lua visto de Curitiba, à 0h20 (foto: Matheus Freitas)
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    Eclipse da lua visto de Curitiba, à 0h55 (foto: Matheus Freitas)
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    Eclipse da lua visto de Curitiba, à 1h10 (foto: Matheus Freitas)
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    Eclipse da lua visto de Curitiba, à 1h30 (foto: Matheus Freitas)
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    Eclipse da lua visto de Curitiba, à 1h35 (foto: Matheus Freitas)
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    Eclipse da lua visto de Curitiba, à 1h45 (foto: Matheus Freitas)

Como se forma um eclipse lunar

A explicação científica para o fenômeno passa pela dinâmica orbital entre o Sol, a Terra e a Lua. Conforme detalhou a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional (ON), esse tipo de evento acontece sempre que a Lua cruza a região de sombra projetada pela Terra devido à incidência da luz solar.

“Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra”, pontuou a especialista em entrevista anterior. Ela esclarece que corpos extensos iluminados geram dois tipos de projeções: a penumbra, que corresponde à zona mais clara, e a umbra, que representa a área de sombra mais escura.

A astrônoma também destacou que todos os eclipses lunares ocorrem exclusivamente durante a fase de Lua cheia. No entanto, o formato e a intensidade do encobrimento variam conforme a profundidade com que o satélite adentra a projeção terrestre. Se a órbita da Lua estivesse rigorosamente alinhada no mesmo plano da órbita da Terra ao redor do Sol, haveria um eclipse em toda lua cheia. Contudo, o plano orbital lunar possui uma inclinação de aproximadamente 5 graus, o que torna esses encontros periódicos, mas não constantes.

Para o futuro próximo, a expectativa da comunidade científica é a ocorrência de novos eventos celestes. A pesquisadora adiantou que, no próximo ano, o calendário astronômico registrará dois eclipses estritamente penumbrais, ocasiões em que a Lua atravessará apenas a zona de penumbra antes de seguir seu curso habitual pelo firmamento.

Fonte:: bemparana.com.br

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