Um ataque russo com drones deu início a um incêndio de grandes proporções e a uma série de fortes explosões na noite da última sexta-feira, 28, atingindo diretamente um depósito de explosivos localizado nos arredores de Kiev, capital da Ucrânia. A situação crítica forçou as autoridades locais a mobilizarem equipes de resgate para remover mais de 200 moradores da região afetada, conforme divulgado por representantes do governo ucraniano.
Diante da gravidade da ocorrência, a Promotoria local agiu rapidamente e abriu uma investigação oficial para apurar possíveis crimes de “negligência”. O inquérito busca esclarecer as condições em que o material perigoso era armazenado no local, situado especificamente na localidade de Mila, inserida no distrito de Bucha, onde o impacto ocorreu pouco depois das 20h no horário local.
Timur Tkachenko, que atua como chefe da administração militar regional, detalhou que as chamas foram acompanhadas por detonações contínuas que assustaram a vizinhança. “Mais de 200 pessoas, incluindo crianças, já foram retiradas da área”, declarou Tkachenko por meio de uma mensagem publicada em sua conta no aplicativo Telegram, acrescentando ainda que o episódio deixou um saldo de seis feridos.
O impacto do incidente gerou fortes críticas por parte de lideranças políticas. O primeiro-ministro Sergiy Koretskyi expressou indignação e lamentou publicamente que o país não tenha assimilado “as lições” deixadas por uma tragédia anterior semelhante. Ele relembrou um ataque mortal ocorrido em julho na localidade de Vyshneve, também nos arredores de Kiev, que teve como alvo um depósito de munições.
Investigações conduzidas após aquele episódio anterior já haviam apontado falhas graves e sistêmicas por parte da empresa estatal que geria a instalação. Constatou-se que o local operava em total desacordo com as normas básicas de segurança exigidas por lei, um risco acentuado justamente pela proximidade com zonas residenciais densamente ocupadas.
Nos últimos meses, tanto a Rússia quanto a Ucrânia intensificaram significativamente as operações militares de longo alcance. Os ataques têm mirado com frequência crescente infraestruturas civis estratégicas, englobando centros logísticos, além de instalações voltadas ao armazenamento de petróleo e complexos portuários, resultando em uma escalada preocupante no número de vítimas civis na região do conflito.
Fonte:: estadao.com.br




