O governo interino da Venezuela contabiliza oficialmente 6.509 mortos em decorrência do duplo terremoto que abalou o país há exatamente dois meses. Os dados fazem parte de um novo balanço divulgado nesta segunda-feira, 24, pelas autoridades locais, detalhando o impacto contínuo da tragédia na região norte do território venezuelano.
A catástrofe teve início quando dois terremotos consecutivos, medindo magnitudes de 7,2 e 7,5, devastaram o norte da Venezuela em 24 de junho. O impacto foi especialmente severo no estado litorâneo de La Guaira, onde a violência dos abalos sísmicos provocou o desabamento de pelo menos 190 edifícios. O boletim mais recente acrescenta 71 novas vítimas fatais em comparação com o levantamento anterior, que registrava 6.438 óbitos.
Esforços de busca e situação dos desaparecidos
Mesmo após dois meses dos tremores catastróficos, equipes de voluntários e familiares de vítimas continuam atuando de maneira incansável em La Guaira. O objetivo principal dessas frentes de trabalho é a localização e o resgate de corpos que ainda possam estar soterrados sob os escombros da região litorânea.
Até o momento, a administração liderada pela presidente interina Delcy Rodríguez optou por não divulgar um número oficial referente às pessoas que continuam desaparecidas desde o dia dos abalos sísmicos.
Danos estruturais e crise habitacional
O impacto na infraestrutura do país é massivo. De acordo com o balanço governamental, cerca de 25.240 residências sofreram danos estruturais graves e foram consideradas completamente inabitáveis. Como medida de segurança para evitar novos acidentes na região de La Guaira, engenheiros e autoridades locais realizaram diversas operações de implosão controlada em prédios que apresentavam risco iminente de colapso.
Paralelamente às demolições e aos trabalhos de limpeza, milhares de pessoas que perderam suas casas continuam vivendo em acampamentos temporários. Essas estruturas provisórias enfrentam condições precárias, cenário que se agravou ainda mais devido às chuvas torrenciais registradas nas últimas semanas na área afetada.
Como resposta à crise habitacional, as autoridades informam que 335 novas moradias já foram entregues às famílias afetadas pela tragédia. O governo assumiu o compromisso de disponibilizar um total de 4.000 unidades habitacionais ao longo deste ano para atender parte da população desabrigada.
Fonte:: estadao.com.br




