Debate ao senado no Paraná destaca propostas e embates entre candidatos

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: editor

Em um recente debate televisivo voltado para a disputa ao Senado Federal pelo estado do Paraná, o tom adotado pelos concorrentes foi marcado por fortes trocas de acusações, discussões de cunho ideológico e apontamentos sobre contradições mútuas. Contudo, em meio ao cenário de confrontos verbais, o candidato Alexandre Curi optou por direcionar seu tempo à apresentação de propostas concretas para o desenvolvimento estadual e ao posicionamento frente aos principais desafios da agenda nacional.

Para Curi, a prioridade do eleitorado paranaense neste pleito deve ser a escolha de um representante que realmente conheça a realidade local e coloque a defesa dos interesses do estado acima de disputas partidárias estéreis. Enquanto os demais participantes concentravam esforços em um embate considerado monotemático, a participação do candidato buscou abranger pilares fundamentais como infraestrutura viária, segurança pública, melhorias na saúde e a discussão em torno da crise institucional vivida pelo Poder Judiciário.

Enfrentamento e propostas para a crise no STF

A pauta institucional relativa ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi introduzida no debate por Alexandre Curi logo em sua saudação inicial. Na ocasião, o candidato pontuou que sua candidatura tem como objetivo principal resgatar o protagonismo histórico do Paraná dentro do Congresso Nacional, ressaltando que pretende atuar firmemente contra eventuais excessos e posturas interpretadas como abusivas por parte da mais alta corte do país.

Durante os questionamentos direcionados aos oponentes, Curi detalhou suas ideias para uma reforma ampla no sistema de justiça brasileiro. Segundo o candidato, discursos inflamados não solucionam o problema institucional, sendo indispensável a implementação de medidas legislativas definitivas:

“Discurso não resolve essa crise, é preciso de ações concretas. Defendo uma PEC com regras claras para o Judiciário. Por que a mulher de um ministro pode advogar em um caso em que o marido é relator? Porque a lei permite. Precisamos vedar parentes de ministros advogando no STF, vedar palestras para empresas que têm processos na côrte, criar um órgão de controle externo e, principalmente, estabelecer regras para a indicação dos ministros. Com nomes da magistratura, outros de uma lista tríplice da OAB e do Ministério Público Federal. Assim, vamos discutir currículo e saber jurídico na sabatina dos ministros, não afinidade política, partido ou ideologia.”

A defasagem na infraestrutura e os investimentos federais

A ausência de força política paranaense na articulação em Brasília também foi tema de destaque no bloco dedicado à infraestrutura. Questionado sobre as condições precárias e o alto índice de acidentes nas rodovias que cortam o território paranaense, Curi apontou falhas históricas na destinação de verbas federais para o estado.

O candidato enfatizou que projetos logísticos de grande relevância — como a duplicação de rodovias federais, a expansão da malha ferroviária para escoamento de cargas, o avanço da Nova Ferroeste e as discussões sobre a nova concessão da Malha Sul — carecem de um representante atuante no Senado Federal para cobrar celeridade e investimentos do governo central.

Debate sobre segurança pública e endurecimento de leis

No segmento voltado para perguntas formuladas por jornalistas, o tema da segurança pública entrou em pauta, incluindo o uso de câmeras corporais nos uniformes de policiais. Curi posicionou-se de forma contrária à tecnologia:

“Confio na polícia, sou contrário às câmeras, estudos recentes mostram que isso reduz a efetividade da polícia e, além disso, há casos de perseguição a policiais. Precisamos é debater leis mais duras no Senado. O maior problema do Brasil não é deixar de prender bandidos, é soltar demais. A polícia prende, a Justiça solta rapidamente.”

Além disso, o candidato defendeu o endurecimento das penas, a revisão das regras de progressão de regime prisional e a discussão em torno da redução da maioridade penal para jovens envolvidos com organizações criminosas.

Custeio da saúde e a relação com os municípios

Ao abordar a área da saúde e o repasse de recursos públicos, Curi destacou a importância de estreitar a relação entre o parlamento federal e as administrações municipais. O candidato afirmou conhecer a totalidade dos municípios paranaenses e prometeu manter o Senado Federal de portas abertas para os prefeitos.

Entre as propostas apresentadas para fortalecer a economia e os serviços públicos estaduais, mencionou a revisão do pacto federativo, visando assegurar que uma fatia maior dos tributos arrecadados no Paraná retorne para o próprio estado, além da proposta de criação do Fundo Sul, nos moldes dos fundos de desenvolvimento existentes para outras regiões do país. Ele também apontou a defasagem histórica da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e elogiou o suporte financeiro prestado pelo governo estadual e pela Assembleia Legislativa do Paraná para a manutenção dos hospitais filantrópicos.

A defesa de um parlamento mais presente

Nas considerações finais do encontro, Alexandre Curi reforçou o compromisso com uma campanha propositiva, ressaltando que as demandas de cada região do estado — desde o Sudoeste e o Norte Pioneiro até Curitiba e sua região metropolitana — exigem conhecimento prático e atuação focada nas especificidades locais.

O candidato reiterou pautas ligadas aos seus valores pessoais, como a defesa da família, da liberdade de expressão e de uma educação sem vieses ideológicos, mas enfatizou que seu mandato será centrado na formulação de políticas públicas eficientes. Por fim, lembrou a relevância econômica do Paraná, apontando o desequilíbrio fiscal entre os recursos enviados à União e os montantes retornados ao estado, defendendo uma postura de maior rigor na representação parlamentar em Brasília.

Fonte:: diariopr.com.br

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