O setor turístico brasileiro registrou um desempenho bastante positivo nos primeiros sete meses de 2026, impulsionado principalmente pela chegada de visitantes estrangeiros por via aérea. De acordo com os dados divulgados recentemente, mais de quatro milhões de turistas de fora do país desembarcaram nos aeroportos brasileiros entre janeiro e julho deste ano. Esse volume representa um crescimento expressivo de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o território nacional havia acolhido cerca de três milhões e meio de viajantes internacionais por avião.

As informações compiladas pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) evidenciam que a modalidade aérea se mantém de forma sólida como a principal via de acesso para os estrangeiros que decidem explorar os destinos brasileiros. O fluxo de passageiros apresentou um ritmo particularmente intenso logo no início do ano, coincidindo com a alta temporada de verão, período tradicionalmente marcado pela busca de praias e belezas naturais do país por cidadãos de diversas nacionalidades.
Destaque para os meses de verão e o período de festas
O movimento nos aeroportos começou o ano em ritmo acelerado. Apenas no mês de janeiro, o país contabilizou um salto superior a 22% nas chegadas de voos internacionais. Na sequência, os meses de fevereiro e março mantiveram a tendência de alta expressiva, impulsionados em grande parte pela realização do Carnaval, uma das festividades culturais mais tradicionais do Brasil e que atrai centenas de milhares de foliões do exterior todos os anos.
Esse aquecimento antecipado no fluxo de passageiros ajudou a consolidar o primeiro semestre como um período bastante lucrativo e movimentado para a cadeia de serviços turísticos, que engloba hotéis, agências de viagens, restaurantes e o setor de transportes em âmbito nacional.
Principais países emissores de viajantes
No ranking dos países que mais enviaram turistas ao Brasil por via aérea, a Argentina ocupa isoladamente a primeira colocação, com a marca de mais de um milhão de visitantes no período analisado. A proximidade geográfica, a facilidade de conexões e as trocas culturais históricas continuam favorecendo a vinda de argentinos para o território brasileiro.
Logo atrás da Argentina, completando o grupo dos principais mercados emissores de turistas estrangeiros, aparecem o Chile, os Estados Unidos, Portugal e a França. O levantamento também reforça o protagonismo e a relevância dos países vizinhos sul-americanos para a economia do turismo nacional, evidenciando como a malha aérea e a integração regional exercem um papel fundamental na atração contínua de visitantes para os destinos brasileiros.
Destinos mais procurados no território nacional
Em termos de distribuição geográfica dos desembarques, o eixo formado por São Paulo e Rio de Janeiro continua concentrando a esmagadora maioria dos turistas estrangeiros que chegam de avião. Juntos, os dois estados receberam mais de três milhões de visitantes internacionais ao longo dos sete meses. Esse resultado expressivo está diretamente vinculado à capacidade operacional dos grandes terminais aeroportuários localizados na região, com destaque para os aeroportos internacionais de Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro, que funcionam como os principais hubs de conexões vindas do exterior.
Além do eixo sudeste, outros estados brasileiros também se destacaram na preferência dos viajantes estrangeiros. Santa Catarina, Bahia e Pernambuco figuram com destaque na lista dos locais mais procurados, demonstrando que a diversidade de atrações turísticas do país, que vai desde o litoral nordestino até as regiões sulistas, continua exercendo forte poder de atração no mercado internacional.
Por fim, ao analisar o panorama geral do turismo que engloba todas as formas de entrada no país — o que inclui não apenas os aeroportos, mas também as fronteiras terrestres e os portos marítimos —, o montante total de chegadas internacionais alcançou 5,87 milhões de pessoas entre janeiro e julho de 2026. Esse número consolidado representa uma pequena variação negativa de 1,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, demonstrando que, embora o turismo aéreo tenha crescido de maneira notável, as vias terrestres e marítimas tiveram dinâmicas distintas no período.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


