O Estádio Couto Pereira foi palco de um clássico eletrizante e atípico entre Coritiba e Athletico Paranaense, que terminou em um empate por 3 a 3. As condições climáticas severas na capital paranaense deixaram o gramado completamente encharcado e impraticável para a prática tradicional do futebol. Embora o estádio conte com um sistema de drenagem eficiente, a quantidade de água acumulada impediu o rolar normal da bola durante os mais de noventa minutos, exigindo superação e enorme entrega física de ambos os lados.
Apesar do cenário adverso, o Furacão soube ler melhor o panorama inicial da partida. Aproveitando-se das falhas geradas pelo campo pesado, a equipe rubro-negra impôs superioridade nas jogadas de bola parada, método que se provou o único caminho viável para balançar as redes no confronto. No total, os seis gols marcados no clássico vieram de jogadas ensaiadas ou cobranças paradas, evidenciando o impacto do clima no confronto direto.
O embate também foi marcado por muita tensão, reclamações e lances ríspidos. Pelo lado alviverde, o atacante Breno Lopes acabou sendo expulso após aplicar a rigorosa diretriz disciplinar da nova regra, em um momento de descontrole que deixou sua equipe temporariamente em desvantagem numérica. O Athletico soube capitalizar o cenário favorável por um período, conseguindo ampliar o marcador e construindo uma vantagem considerável no placar.
Contudo, o roteiro mudou na reta final da partida. O Coritiba, mesmo com um jogador a menos, encontrou forças para buscar o resultado, contando com a precisão nas bolas levantadas por Josué, que distribuiu três assistências decisivas no clássico. Mesmo com a vantagem de 3 a 1 no placar até os minutos finais do segundo tempo, o sistema defensivo rubro-negro voltou a falhar gravemente. Nos acréscimos, o zagueiro Moledo aproveitou as brechas na zaga para marcar duas vezes e decretar a igualdade no marcador.
Fragilidades defensivas preocupam
O resultado relança luz sobre um problema crônico que o Athletico vem demonstrando ao longo das últimas rodadas: a falta de solidez e consistência no sistema defensivo. A equipe tem concedido espaços excessivos aos adversários e acumulado números elevados de gols sofridos. O goleiro Mycael, embora não tenha tido qualquer responsabilidade direta nos tentos sofridos no Couto Pereira, acabou sofrendo seis gols em apenas dois compromissos recentes.
A fragilidade defensiva exige correções imediatas por parte da comissão técnica comandada por Odair Hellmann. Além da necessidade de ajustes coletivos na retaguarda, o desempenho individual de alguns atletas também passa a ser questionado pela torcida e pelos analistas esportivos, a exemplo de atuações tecnicamente abaixo da média apresentadas por jogadores como Portilla e Renan Peixoto durante o clássico.
Apesar do tropeço nos instantes finais, o Athletico Paranaense consegue se manter figurando dentro do grupo dos quatro primeiros colocados ao término desta rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, o sinal de alerta está oficialmente ligado no CT do Caju. Com compromissos ainda mais complexos e desafiadores pela frente, e sem poder contar com Viveros para o próximo compromisso oficial, o Furacão precisará corrigir urgentemente suas falhas de posicionamento e recomposição se quiser se manter competitivo na parte de cima da tabela.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


