Papel essencial da fisioterapia respiratória no tratamento de alergias e doenças pulmonares

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Ehlert

Com a proximidade da primavera, especialistas alertam para o aumento na incidência de alergias sazonais impulsionadas pela maior circulação de pólen, poeira e ácaros na atmosfera. Essas partículas costumam desencadear ou intensificar crises em pessoas que conviven com rinite, asma, conjuntivite e polinose, quadros que afetam significativamente a qualidade de vida da população, especialmente na região Sul do país.

O contato do pólen liberado por gramíneas, árvores e ervas daninhas com as mucosas provoca reações inflamatórias diversas. Entre as manifestações mais comuns estão a rinite sazonal, caracterizada por espirros frequentes e congestão nasal; a conjuntivite alérgica, que causa coceira e vermelhidão nos olhos; e a asma, cuja inalação de partículas irritantes pode estreitar os brônquios, gerando falta de ar e chiado no peito.

Diante desse cenário de maior vulnerabilidade, medidas preventivas ganham protagonismo. Especialistas apontam que a fisioterapia respiratória atua como uma ferramenta valiosa não apenas na reabilitação, mas na preparação do organismo antes mesmo que as crises alérgicas ou pulmonares se instalem com maior intensidade.

Longe de se limitar à remoção de secreções, a especialidade engloba um conjunto de técnicas voltadas para otimizar o funcionamento dos pulmões e restabelecer a capacidade funcional do paciente. O acompanhamento personalizado permite identificar alterações na ventilação e o acúmulo de catarro, estruturando estratégias adequadas para cada faixa etária, desde bebês até idosos.

Benefícios e abrangência do tratamento

Embora tenha ganhado forte evidência durante a pandemia de Covid-19 e no atendimento em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a fisioterapia pulmonar possui indicações amplas que cobrem desde infecções agudas, como pneumonias e bronquiolite, até enfermidades crônicas como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), fibrose cística e bronquiectasia.

Entre os principais ganhos proporcionados pela prática estão a melhora da ventilação pulmonar, a redução do esforço exigido para respirar, a facilitação na eliminação de fluidos retidos e o fortalecimento da musculatura torácica. Enquanto a remoção de secreções pode gerar alívio imediato, a recuperação da força muscular ocorre de forma gradual, variando conforme o quadro clínico e a idade do paciente.

A intervenção também se mostra indispensável em contextos pré e pós-operatórios, sobretudo em cirurgias torácicas, cardíacas e abdominais, onde a dor e os efeitos da anestesia tornam a respiração mais superficial, elevando o risco de complicações pulmonares. Da mesma forma, pacientes acamados ou com distúrbios neuromusculares encontram na técnica um suporte fundamental para preservar a atividade respiratória e evitar perdas musculares associadas à imobilidade prolongada.

Atenção redobrada na terceira idade

Com o envelhecimento natural do organismo, ocorrem alterações na força e na reserva funcional que tornam o sistema respiratório mais exigido. Para a população idosa, em especial os indivíduos com mobilidade reduzida ou acamados, o suporte fisioterapêutico ajuda a manter a autonomia e a prevenir quadros graves decorrentes de infecções ou do esforço respiratório exacerbado.

Além disso, a abordagem auxilia no manejo de condições como a apneia do sono, contribuindo para a sustentação e o fortalecimento da musculatura da garganta e das vias aéreas superiores, promovendo assim mais segurança e bem-estar aos pacientes em diferentes fases da vida.

Fonte:: bemparana.com.br

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