Inflação pelo igp-10 avança em setembro impulsionada pelo atacado e clima

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Canalrural.com.br

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou uma alta de 1,47% no mês de setembro, revertendo o cenário verificado no mês anterior, quando o indicador havia apresentado queda de 0,51%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) e apontam que o principal vetor dessa pressão inflacionária veio do setor atacadista.

Pressão no atacado e o fator climático

O avanço de setembro foi puxado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). O segmento subiu 1,90% no período, recuperando-se de um recuo de 0,69% apurado em agosto. Analistas da instituição destacam que o comportamento dos preços refletiu de maneira direta as incertezas em torno do clima, intensificadas pela presença do fenômeno El Niño.

De acordo com o economista do FGV Ibre, Matheus Dias, a mudança na curva do IGP-10 evidencia uma postura de antecipação por parte da indústria na aquisição de grãos. As dúvidas crescentes sobre o impacto do evento climático na próxima safra geraram um clima de cautela entre as empresas consumidoras.

Embora os impactos efetivos na safra brasileira ainda não estejam consolidados — visto que o plantio do ciclo 2026/27 se encontra em estágio inicial —, a expectativa de um cenário climático adverso elevou o prêmio de risco. Esse movimento estimulou compras antecipadas, impulsionando as cotações entre a passagem de agosto para setembro.

O levantamento da fundação também chamou a atenção para a volatilidade observada nas commodities da Indústria Extrativa, que sentiram os reflexos das instabilidades e desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio.

Comportamento do consumidor e da construção civil

No âmbito do consumidor final, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também apresentou alta, fechando setembro com variação positiva de 0,44%, após uma retração de 0,47% no mês anterior. O principal impacto no orçamento das famílias veio da tarifa de energia elétrica residencial, que encareceu 7% na esteira do encerramento do efeito do bônus de Itaipu. Além disso, o reajuste na tabela de preços dos cigarros exerceu influência sobre o índice geral.

Já no setor da construção civil, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), o ritmo de alta perdeu força. A taxa desacelerou para 0,50% em setembro, ficando abaixo dos 0,65% registrados em agosto. Contudo, materiais específicos continuam pressionando os custos, a exemplo dos condutores elétricos, que já acumulam alta de 23% no acumulado de 12 meses, impulsionados pela valorização internacional do cobre, insumo essencial para a fabricação.

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O balanço consolidado de setembro demonstra uma inversão clara na trajetória do indicador geral de preços, com o custo no atacado liderando as pressões e evidenciando a sensibilidade do mercado agropecuário diante das previsões climáticas para os próximos meses.

Fonte:: canalrural.com.br

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