Governo norte-americano cobra do Brasil ações duras contra pcc e cv

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Pedro Lima

O governo dos Estados Unidos apontou que a gestão brasileira tem apresentado falhas no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Para Washington, as duas facções operam como organizações terroristas estrangeiras e exigem respostas mais rigorosas e enérgicas das autoridades nacionais.

A posição foi externada em uma determinação presidencial voltada a nações associadas ao trânsito ou à fabricação de entorpecentes ilícitos referente ao ano fiscal de 2027. O material foi encaminhado ao Congresso norte-americano e tornado público recentemente.

O papel do Brasil nas rotas globais de entorpecentes

No texto oficial, a administração dos Estados Unidos pontua que o PCC e o CV transformaram o território brasileiro em um ponto estratégico para os fluxos internacionais de substâncias entorpecentes. “O governo do Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas PCC e CV, que transformaram o Brasil em um hub para os fluxos globais de cocaína”, destaca o documento.

A avaliação aponta ainda que os dois grupos criminosos de origem brasileira configuram uma ameaça em expansão para a estabilidade global. Por essa razão, a Casa Branca defende que o país adote medidas urgentes e agressivas para desarticular e neutralizar essas estruturas criminosas antes que alcancem maior capilaridade e crescimento.

Apesar das cobranças diretas, o relatório deixa de especificar quais iniciativas exatas Washington espera ver implementadas pelo poder público brasileiro, bem como se abstém de divulgar estimativas numéricas a respeito do volume de drogas movimentado pelas facções no país.

Panorama regional e cenários na América Latina

As contestações ao Brasil estão inseridas em um panorama mais amplo no qual a Casa Branca analisa a eficácia de diferentes nações do Hemisfério Ocidental no combate ao narcotráfico e a coletivos rotulados como narcoterroristas. O documento aponta que governos da região vêm implementando iniciativas para conter rotas de drogas, destacando positivamente parceiros como Argentina, Equador e El Salvador pelos resultados obtidos.

Mesmo com as cobranças direcionadas ao PCC e ao CV, o Brasil ficou de fora do rol de nações formalmente apontadas pelos Estados Unidos como grandes centros de trânsito ou produção de entorpecentes. Essa listagem oficial compreende nações como Colômbia, México, Venezuela, Peru, Equador e Bolívia.

A própria diretriz esclarece que figurar nesse registro não traduz, de forma automática, uma apreciação desfavorável das políticas de combate às drogas de cada administração. O levantamento pondera aspectos de natureza geográfica, comercial e econômica que acabam facilitando o escoamento ou a fabricação de substâncias proibidas e de seus insumos químicos.

Ações externas e contexto diplomático

A divulgação do documento coincide com novas operações militares conduzidas pelos Estados Unidos contra embarcações no Oceano Pacífico. O Comando Sul norte-americano reportou recentemente a interceptação e o afundamento de outra embarcação equatoriana apontada como suporte para o transporte marítimo de drogas.

Em paralelo, a Casa Branca mencionou a captura de Nicolás Maduro como um marco na cooperação entre Washington e o governo venezuelano, avaliando as mudanças institucionais sob a presidência interina de Delcy Rodríguez.

“Consideradas as medidas positivas adotadas sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, decidi que a Venezuela não deve mais ser considerada como tendo falhado comprovadamente no cumprimento de seus compromissos em matéria de controle de drogas”, pontua o texto.

No primeiro semestre, o governo norte-americano oficializou a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas. A medida autoriza, sem aviso prévio, o bloqueio de bens e de fundos pertencentes a essas organizações nos EUA, conferindo instrumentos financeiros mais amplos para as autoridades internacionais restringirem as atividades econômicas dos grupos.

Fonte:: estadao.com.br

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