Preço do frango ultrapassa o da carne suína pela primeira vez em mais de duas décadas

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Hildeberto Jr.

O mercado de proteínas animais registra cenários bastante contrastantes ao longo do mês de setembro. Enquanto a forte valorização do frango resfriado elevou a sua cotação média para um patamar superior ao da carne suína — um movimento histórico que não era registrado há mais de 22 anos —, o setor de ovos tem enfrentado desvalorização recente devido à retração no consumo. As informações foram divulgadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No segmento de carnes, o encarecimento do frango resfriado ganhou um ímpeto expressivo nesta parcial mensal, ao passo que a carcaça especial suína apresentou um ritmo de alta bem mais contido e moderado.

Como consequência direta dessa dinâmica de preços, o valor médio da carne de frango ultrapassou o da proteína suína. Trata-se de uma inversão de cenário incomum, cuja última ocorrência registrada havia sido em junho de 2004, de acordo com a série estatística mantida pelo Cepea desde o início daquele ano.

Fatores impulsionam a alta histórica da avicultura

De acordo com análises dos pesquisadores vinculados ao Cepea, as cotações da carne de frango seguem em trajetória de elevação constante desde o início de setembro. O comportamento do mercado é sustentado de forma principal pela firmeza da demanda interna, pelo ritmo satisfatório das exportações brasileiras e por um volume de oferta doméstica que se encontra devidamente equilibrado.

Profissionais do setor consultados pelo centro de pesquisas apontam que o mês atual tem se consolidado como o período de maior expressividade em volume de vendas ao longo de 2026.

Essa reação do mercado avícola chega após um longo período de resultados modestos, marcado por meses anteriores em que a atividade enfrentou fortes pressões decorrentes do consumo interno desaquecido e de uma oferta excessiva de carne de frango disponível no mercado atacadista do estado de São Paulo.

Dessa forma, o alinhamento entre o aquecimento na procura e uma disponibilidade mais controlada de produtos garantiu a sustentação e a valorização das cotações ao longo de todo o mês.

Mercado de ovos registra desvalorização na segunda quinzena

Em sentido oposto ao verificado no setor de carnes, o mercado voltado à comercialização de ovos tem demonstrado enfraquecimento nas negociações recentes.

As cotações registraram quedas expressivas nos últimos dias nas praças monitoradas pelo Cepea, refletindo o desaquecimento na procura por parte dos consumidores, uma tendência considerada sazonal e típica da segunda quinzena de cada mês.

Diante da diminuição no fluxo de comercialização, os compradores intensificaram as tentativas de negociação por preços menores, forçando os produtores a cederem descontos para viabilizar as vendas.

No que diz respeito à oferta do produto, o panorama apresenta variações dependendo da região analisada. Enquanto determinados polos produtores ainda conseguem manter os estoques sob controle, outras localidades já enfrentam indícios de excedente de mercadoria disponível.

Essa disponibilidade ampliada de ovos em locais específicos, somada à baixa demanda por parte do consumidor final, intensifica a tendência de baixa nos preços para o encerramento do mês de setembro.

Fonte:: canalrural.com.br

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