Tribunal regional eleitoral suspende porte de arma de deputado fluminense

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Agenciabrasil.ebc.com.br


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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou a suspensão do porte de arma de fogo do deputado estadual e candidato à reeleição Alexandre Knoploch (PL). A medida cautelar permanece válida até o dia 5 de outubro, data que sucede o primeiro turno das eleições. A decisão da Justiça Eleitoral ocorreu na sequência de um desentendimento político envolvendo o parlamentar e membros da campanha do também deputado estadual e concorrente Flávio Serafini (Psol).

Com a determinação judicial, o parlamentar tem a obrigação de entregar à Polícia Federal (PF) todas as armas de fogo registradas em seu nome. O prazo estabelecido para o cumprimento desta exigência é de 24 horas contadas a partir do momento da notificação oficial.

Além da suspensão do armamento, o TRE-RJ autorizou a instauração de um inquérito policial para apurar os fatos. As investigações serão conduzidas sob a supervisão direta do próprio tribunal eleitoral, contando com um prazo inicial de 30 dias para a sua conclusão. Outra determinação imposta a Knoploch é a proibição de acesso e frequência ao comitê de campanha de Flávio Serafini, restrição que também se estende até o dia 5 de outubro.

Medidas cautelares e restrições de contato

A ordem judicial estabelece ainda que o deputado estadual está proibido de manter qualquer tipo de comunicação com Flávio Serafini e com Maria de Lourdes do Carmo, conhecida popularmente como Maria dos Camelôs e candidata a segunda suplente ao Senado pelo Psol. A vedação de contato abrange abordagens diretas ou indiretas, por intermédio de terceiros, incluindo interações através de plataformas de redes sociais. A mesma regra restritiva aplica-se aos demais integrantes das respectivas campanhas políticas.

Apesar do conjunto de restrições impostas, a decisão do tribunal ressalva a atuação parlamentar de Knoploch. Ficou garantido que o político poderá continuar frequentando as dependências da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), assegurando o pleno exercício de suas funções legislativas e o mandato para o qual foi eleito.

Contexto do incidente na zona norte

O episódio que motivou as sanções judiciais teve início em uma segunda-feira, quando Alexandre Knoploch realizava ações de propaganda eleitoral na Praça Saens Peña, localizada no bairro da Tijuca, na zona norte da capital fluminense. No local, o parlamentar envolveu-se em uma discussão com ativistas e integrantes da equipe de campanha do adversário político Flávio Serafini.

De acordo com os relatos constantes na notícia-crime e na petição formalizada pela Procuradoria Regional Eleitoral, a celeuma envolveu bate-boca e provocações verbais oriundas de ambas as partes presentes na praça.

Os documentos encaminhados à Justiça Eleitoral detalham que, em determinado momento da confusão, Knoploch sacou um recipiente contendo spray de pimenta e desferiu o jato contra pedestres e pessoas que se encontravam na calçada, incluindo idosos. Logo em seguida, o deputado teria proferido ameaças contra os presentes e exibido ostensivamente uma arma de fogo que portava sob a vestimenta. Equipes da Polícia Militar foram acionadas para conter a situação no local.

Questionado sobre o ocorrido, o parlamentar indicou que já havia se pronunciado publicamente a respeito da polêmica por meio de suas contas nas redes sociais. Em gravação veiculada na internet, Knoploch confirmou ter efetuado a entrega de seus armamentos à Superintendência da Polícia Federal e reiterou que acatará integralmente todas as determinações judiciais, incluindo o distanciamento físico em relação ao comitê partidário do Psol.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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