Foto: Semagro/MS
O mercado brasileiro do boi gordo mantém uma trajetória de forte sustentação, com negociações pontuais que já atingem a marca de R$ 375 por arroba no estado de São Paulo. A alta nos preços não se restringe ao território paulista e tem sido registrada em diversas outras praças produtoras importantes do país, impulsionada pelo aquecimento da demanda e por um cenário de oferta restrita.
Conforme análises divulgadas por especialistas do setor, a procura por animais no mercado spot apresentou crescimento recentemente, ao passo que as escalas de abate mantêm-se em patamares relativamente curtos na maior parte das regiões produtoras, pressionando positivamente as cotações.
Embora a liquidez tenha apresentado uma leve retração em relação aos dias antecedentes, o volume total de transações continuou sendo avaliado como razoável. Esse ambiente de maior interesse comprador, aliado à firmeza dos preços praticados, tem motivado os pecuaristas a intensificarem a comercialização de lotes disponíveis para abate.
Cenário no estado de São Paulo e praças produtoras
No mercado paulista, as precipitações pluviométricas recentes observadas em praticamente todo o estado provocaram uma desaceleração momentânea no ritmo dos negócios em alguns pontos. No entanto, tal fator não foi suficiente para enfraquecer os preços, que continuaram firmes e registraram reajustes diários no valor da arroba.
As negociações na praça paulista concentraram-se majoritariamente na faixa de R$ 360 a R$ 370 por arroba, com situações pontuais alcançando o teto de R$ 375. Diante desse cenário de movimentação, as programações de abate dos frigoríficos paulistas posicionaram-se entre cinco e sete dias úteis.
A valorização do animal gordo também se fez presente em outras regiões pecuárias estratégicas do território nacional. Em Cáceres, no estado de Mato Grosso, a arroba acumulou alta expressiva de até R$ 10, com os negócios sendo firmados no intervalo de R$ 330 a R$ 340. As escalas de abate na região oscilaram entre cinco e oito dias.
No estado de Rondônia, a tendência de alta também prevaleceu, com um acréscimo de R$ 5 no valor da arroba. As transações locais ocorreram entre R$ 340 e R$ 350. Pesquisas de mercado indicam que parte dos produtores rondonienses ainda adota uma postura de cautela, preferindo aguardar novas valorizações antes de concretizar a venda de seus lotes, enquanto as indústrias frigoríficas operam com escalas que variam de cinco a doze dias.
Reflexos no atacado e no mercado de reposição
A força observada nos preços do boi gordo repercute diretamente na cadeia da carne, sustentando cotações firmes e reajustes na maior parte dos cortes bovinos comercializados com osso.
No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina encerrou o período de apuração cotada a R$ 24,82 por quilo para pagamento à vista, o que representa uma valorização de 1,5% no acumulado da semana.
Paralelamente, o segmento de reposição segue operando em ritmo aquecido. Mesmo diante da redução no peso médio dos animais, comportamento típico e esperado para o período de entressafra, os preços continuam em patamares elevados.
Na região paulista de Bauru, o bezerro foi comercializado próximo ao patamar de R$ 17 por quilo, enquanto o boi magro registrou preços oscilando entre R$ 400 e R$ 420 por arroba. Já no estado de Mato Grosso do Sul, o indicador de preços da categoria calculado por instituições de pesquisa apontou média de R$ 3.453,55 por cabeça, montante equivalente a R$ 17,45 por quilo à vista.
O comportamento conjunto dos mercados de reposição, da arroba do boi gordo e da carne bovina atesta a solidez da pecuária nacional neste momento, mantendo preços firmes e expectativas positivas para os produtores no encerramento das negociações semanais.
Fonte:: canalrural.com.br


